O entregador por aplicativo envolvido em uma confusão dentro de um shopping no último sábado (11) em Cuiabá se manifestou nas redes sociais e pediu o fim de possíveis represálias contra o funcionário de um restaurante, apontado como autor da agressão.
Conforme registro,a briga ocorreu na praça de alimentação do estabelecimento, que estava cheia no momento. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o instante em que o funcionário arremessa uma cadeira contra o entregador, dando início a uma luta corporal.
Após o episódio, grupos de motoboys passaram a ameaçar o funcionário e seus familiares. Em resposta, o entregador fez um apelo para que a situação não evolua para novos atos de violência e defendeu que o caso seja resolvido pela Justiça. Em um vídeo gravado logo após a agressão, o trabalhador relatou o ocorrido e mostrou os ferimentos:
“Fala, Mateus. Fala, rapaziada. Aqui, ó. O cara me agrediu aqui na frente de todo mundo. Tô aqui no shopping. Vim pegar um pedido aqui. Estabelecimento é esse aqui, ó, daqui do shopping. Eu fui pegar ali, o cara me agrediu, ele veio pra cima de mim. Tá aqui, ó. O rapaz trabalha aqui nesse estabelecimento.
Me agrediu, pegou aqui, ó. Ó o sangue no meu rosto aqui, ó. Pegou a cadeira, não é homem, não saiu no murro. Em vez de sair no murro, pegou a cadeira. Não é homem pra sair no murro. Me agrediu. Tem várias testemunhas aqui. Todo mundo me olhando aqui, ó. Ó, todo mundo me olhando. Manda no grupo aí, rapaziada. Ó como que tá de sangue aqui, ó. Ó o pedido do cliente aqui, ó.”
Posteriormente, o entregador voltou a se pronunciar e afirmou que não concorda com atos de vingança. Ele relatou que soube de depredações na casa do outro envolvido e reforçou que quer justiça, mas sem violência. “Fiquei sabendo que foram na casa do rapaz, depredaram a casa, quebraram o carro. Eu não quero que haja violência, pessoal. Vamos resolver esse negócio da melhor forma”, disse.
Nilton também afirmou que pretende buscar medidas legais. “Vamos cobrar providências do Shopping Estação e do estabelecimento onde o rapaz me agrediu. Eu sei que a classe está revoltada, mas peço encarecidamente que não ajam com violência. Vamos pra Justiça e a justiça será feita”, completou.
O trabalhador sofreu ferimentos na cabeça e precisou de atendimento médico, sendo necessário levar pontos. Apesar da repercussão e da gravidade da ocorrência, não houve registro oficial por parte da Polícia Militar. O caso deve ser levado à Justiça para apuração das responsabilidades.
Veja vídeo:


















