O suplente de deputado estadual Silvano Amaral (MDB) defende a permanência do deputado federal Carlos Bezerra (MDB) na presidência do partido em Mato Grosso. Para Amaral, ex-secretário estadual da Agricultura Familiar, não é porque Bezerra não tenha conseguido se reeleger em outubro, depois de quatro mandatos consecutivos, que ele deva ser afastado do comando da agremiação no Estado.
“Bezerra tem a história dele, a história dele não começou agora. Acho que foi a segunda eleição que ele perdeu na vida dele, se não me engano. Acho que qualquer debate, qualquer sentimento, qualquer coisa, tem que nascer dentro do partido. Não tem que ser uma coisa isolada. Até porque a história do Bezerra tem que ser respeitada. Eu defendo, o Juarez [Costa] defende, que o Bezerra tem que continuar presidente”, afirmou Silvano Amaral.
A respeito da polêmica que envolve o comando da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), atualmente ocupada por Teté Bezerra, esposa de Carlos Bezerra, Silvano Amaral disse que o mais importante é discutir o espaço do MDB dentro do novo Governo Mauro Mendes, que se inicia em 1º de janeiro de 2023. Recentemente, o deputado federal Juarez Costa disse que Teté não tem “qualidade técnica” para ocupar a pasta e defendeu o retorno de Amaral para ser o titular da Seaf, posto que ele ocupou até o final de março, quando se afastou para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
“Mais importante que a pasta da Agricultura, o MDB tem que trabalhar para ampliar o espaço. Eu acho que temos vários nomes, não só o meu e de Teté, como outros também, que pode ajudar a fazer parte do governo, na construção do segundo mandato de Mauro Mendes, que tenho a certeza vai ser melhor que o primeiro. Eu acho que não é tirar a Teté ou ficar com a Teté, é ampliar o espaço, pra ter espaço pra Teté, pra gente. Eu, por exemplo, estou à disposição do partido, embora não fui chamado, não fui consultado, mas estou à disposição”, disse Amaral.
Ele informou que até agora o governador Mauro Mendes não conversou sobre o assunto e nem ele, nem Juarez Costa, foram convidados para participar de qualquer reunião. Talvez seja isso, segundo ele, o motivo de “chateação” por parte de Juarez Costa, que ao lado de Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho, conseguiu se reeleger para mais um mandato na Câmara Federal.
“Acho que não é discutir se a Teté sai ou fica, ou se Silvano entra ou sai, ou não entra. É discutir que a gente possa ampliar o espaço dentro do governo”, finalizou.
















