Um advogado, identificado como P.R.R., 52 anos, foi preso neste domingo (24) em Colniza (1.065 km de Cuiabá) após determinação da Polícia Civil. Ele é investigado por supostamente espalhar mensagens em grupos de WhatsApp que atingiam a honra de autoridades públicas, incluindo magistrados, membros do Ministério Público, policiais e políticos da região. A Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada no mesmo dia.
De acordo com as investigações, o advogado teria usado os grupos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da cidade para lançar acusações graves contra representantes do Judiciário e do Legislativo, chegando a imputar crimes de pedofilia a algumas dessas autoridades. Nos áudios interceptados pela polícia, ele também teria sugerido a criação de grupos paramilitares para eliminar supostos criminosos.
Segundo relato publicado pelo portal Gazeta Digital, em uma das gravações P.R.R. se queixava de que seus processos estariam “parados” devido a denúncias que teria feito contra assessores de juízes e desembargadores.
A prisão foi realizada em flagrante, com apoio da Polícia Militar, e encaminhada ao delegado Breno Macedo Parrado. Durante o interrogatório, o advogado permaneceu em silêncio. Após a audiência, ele foi transferido para a Sala de Estado Maior localizada na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a “Mata Grande”, em Rondonópolis.
A 16ª Subseção da OAB em Mato Grosso confirmou que acompanha o caso e ressaltou que, caso as acusações sejam comprovadas, o profissional poderá enfrentar sanções disciplinares, incluindo a suspensão de sua atividade profissional.



















