As eleições de 2026 em Mato Grosso terão um cenário sem chance de vitória para o senador Jayme (União Brasil), que não deve concorrer ao Governo do Estado nem à reeleição ao Senado, segundo previsão do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). Em entrevista na terça-feira (3/6), ele também afirmou que o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), optará por uma candidatura a deputado federal, enquanto a deputada Rosa Neide (PT) será a aposta da esquerda para o Senado, com poucas chances de sucesso.
Brunini baseou sua análise sobre Jayme Campos no histórico político do senador. “Pelo que eu pude ver da história política do Jayme, ele nunca entrou em uma eleição que ele não tinha chance de ganhar. Nessa, ele tem possibilidade de zero. Então, ele provavelmente não vai entrar,” declarou. Para ele, Jayme, uma das figuras mais experientes da política mato-grossense, evitará disputas majoritárias em 2026 devido à falta de viabilidade eleitoral.
Sobre Carlos Fávaro, atualmente licenciado do Senado, onde é substituído por Margareth Buzetti (PSD), Brunini foi categórico. “Acho que o Fávaro vai vir candidato a deputado federal,” profetizou, descartando a possibilidade de o ministro buscar a reeleição ao Senado. A previsão sugere uma mudança estratégica no projeto político de Fávaro, que lidera o PSD em Mato Grosso e conta com o apoio do presidente Lula (PT).
No campo da esquerda, Brunini apontou a deputada federal Professora Rosa Neide (PT) como provável candidata ao Senado, mas minimizou suas chances. “Eu vejo pouca probabilidade de [o PT] ganhar no Estado de Mato Grosso,” avaliou, reforçando o perfil conservador do eleitorado local, que historicamente favorece candidaturas de direita.
Apesar das críticas políticas, o prefeito fez questão de separar questões pessoais de sua atuação pública. “Eu nunca vou deixar de cuidar de Cuiabá ou auxiliar Cuiabá, independente de quem for o prefeito um dia,” afirmou, citando sua gestão colaborativa mesmo durante o mandato de Emanuel Pinheiro.
As declarações de Brunini agitam o cenário pré-eleitoral em Mato Grosso, onde as duas vagas ao Senado e a disputa pelo governo prometem competições acirradas. Suas previsões, embora especulativas, refletem a percepção de um líder do PL sobre o enfraquecimento da esquerda e a reconfiguração de forças políticas tradicionais, como as representadas por Jayme e Fávaro, em um Estado de forte inclinação conservadora.

















