Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Trabalhadores alimentados com restos de feira são resgatados de situação análoga à escravidão

Além da carga horária excessiva, eles operavam equipamentos sem proteção adequada

publicidade

Cinco trabalhadores foram retirados de uma empresa de reciclagem em Rondonópolis após uma fiscalização identificar condições degradantes de trabalho e moradia. A ação foi realizada por auditores-fiscais do Trabalho depois de uma denúncia encaminhada ao plantão da Gerência Regional do Trabalho.

Segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT), os funcionários enfrentavam uma rotina marcada por longas jornadas, riscos à integridade física e falta de estrutura básica para sobrevivência.

Durante a inspeção, os fiscais constataram que os empregados iniciavam as atividades ainda de madrugada e, em muitos dias, permaneciam trabalhando até o período da noite. Além da carga horária excessiva, eles operavam equipamentos sem proteção adequada e relataram episódios frequentes de choques elétricos durante o serviço.

A fiscalização também encontrou irregularidades graves nos alojamentos disponibilizados pela empresa. Os trabalhadores viviam em ambientes sem condições adequadas de higiene, conforto e segurança. O abastecimento de água potável era insuficiente e, conforme o relatório, a água era transportada de maneira improvisada pelos responsáveis pelo empreendimento.

Outro ponto que chamou a atenção dos fiscais foi a alimentação oferecida aos funcionários. Parte dos alimentos consumidos era proveniente de sobras recolhidas em feiras livres da cidade.

Entre os resgatados estão três trabalhadores vindos de municípios do interior de Mato Grosso e um pai com o filho, moradores de Rondonópolis. De acordo com as investigações, pelo menos um casal teria sido atraído para o emprego após receber promessas que não correspondiam à realidade encontrada no local.

Os auditores ainda verificaram que os dormitórios apresentavam pouca ventilação, ausência de mobiliário adequado e falta de itens básicos, como roupas de cama e armários para armazenamento de pertences pessoais.

O resgate ocorre cerca de um mês após outro caso semelhante ser registrado no município, quando uma trabalhadora doméstica foi encontrada em condições análogas à escravidão após meses sem receber salários.

Após a operação, os trabalhadores foram retirados do local e terão seus direitos trabalhistas garantidos conforme prevê a legislação. Os responsáveis pelo empreendimento poderão responder pelas irregularidades constatadas durante a fiscalização.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade