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Estado cria Fórum de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas para fortalecer produtos locais

Um dos objetivos do Fórum é instituir um selo regional que reconhece a identidade e qualidade dos produtos produzidos no estado
Crédito - Emile Botelho/ Sema-MT

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O Governo do Estado oficializou durante solenidade nessa segunda-feira (22.6), a Criação do Fórum Estadual de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do Estado de Mato Grosso. O  Fórum Estadual é uma iniciativa estratégica voltada à valorização da identidade dos territórios mato-grossenses, ao fortalecimento das cadeias produtivas e à promoção do desenvolvimento sustentável beneficiando de forma direta a agricultura familiar e a produção local.

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, que representou o governador Otaviano Pivetta no evento, ressaltou que o governo de Mato Grosso investiu R$ 819 milhões nesses 7 anos e 6 meses de gestão e que deve fechar o ano com investimento de R$ 1 bilhão na agricultura familiar.

“Isso é histórico em Mato Grosso, nunca se investiu tanto na melhoria da qualidade de vida dessas pessoas que estão inseridas na agricultura familiar, que são pessoas estão desenvolvendo, crescendo, gerando emprego, renda, levando os produtos para outros estados brasileiros e inclusive para o mundo. Um dos objetivo desse fórum é justamente de criar um selo regional que vai agregar muito valor aos produtos produzidos no estado”.

Durante a solenidade foi assinado o decreto que institui o Fórum Estadual de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do Estado de Mato Grosso, que nasceu como uma instância permanente de articulação entre Governo, universidades, instituições de pesquisa e setor produtivo. O Executivo estadual é representando pelas Secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema), de Agricultura Familiar (SEAF) de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec).

A Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, destacou que a criação do Fórum Estadual representa um passo importante na consolidação de uma estratégia de desenvolvimento que valoriza nosso território, nossa cultura e nossos ativos ambientais.

“Ao fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, agregamos valor à produção local, ampliamos oportunidades para os produtores e impulsionamos uma bioeconomia baseada no uso responsável dos recursos naturais. Mato Grosso demonstra que é possível transformar identidade territorial em desenvolvimento sustentável, conciliando conservação ambiental, geração de renda e competitividade econômica”.

A criação do Fórum Estadual de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas fortalece a identidade regional, organização produtiva, inovação e agregação de valor aos produtos e serviços que traduzem a riqueza econômica, cultural e ambiental de Mato Grosso.

Ludimilla Freitas, proprietária do Sito Milagre da Cida, em Santo Antônio de Leverger, comemorou a criação do Fórum. Dona de uma empresa familiar, no qual trabalha junto com o marido e os dois filhos, ela produz 100 litros de leite por dia para criação de seus produtos como queijo, requeijão, doces e iogurtes. A propriedade de 1 hectare serve como residência, agroindústria e produção de leite. O queijo produzido pela família já foi premiado em eventos nacionais e internacionais pelo Brasil, como em Araxá e Blumenau e também no estado de Mato Grosso.

“Hoje nós temos uma agroindústria de pequeno porte, e utilizamos animais com a genética A2A2, que não produzem a proteína do leite, com baixo teor de lactose o que ajuda no desconforto para quem tem algum tipo de intolerância e comercializamos nossos produtos em feiras, mercado e diretamente ao consumidor. Acho que o Fórum que é uma medida muito válida, traz identidade geográfica, protege produtores, agrega valor e história ao remeter ao  modo de fazer e saber de cada região”.

As Indicações Geográficas e as Marcas Coletivas são instrumentos que reconhecem e valorizam produtos e serviços que possuem características únicas associadas ao território onde são produzidos. Além do selo de origem, representam uma oportunidade de agregar valor à produção regional, ampliar mercados, fortalecer o associativismo, preservar conhecimentos tradicionais e promover o desenvolvimento econômico sustentável.

“Hoje com a assinatura do decreto passamos para uma nova fase que é agregar valor ao produto, através da valorização das marcas coletivas a um produto que tem identidade, cultura e história. O estado está fazendo uma articulação uma organização entre as secretarias e diversas instituições para trabalhar essa marca coletiva. Vamos ampliar a produção e trazer novas pessoas, já que a medida que cria a marca outras pessoas irão vir”, explicou a secretaria de Agricultura Familiar Andreia Fujioka.

Também fazem parte da iniciativa o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Universidade Federal de mato Grosso (UFMT), Assembleia Legislativa (AL), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Associação mato-grossense de Municípios (AMM) e Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB/MT).

A Professora Nadja Gomes Machado, do IFMT, coordenadora do projeto Territórios de Origem da Baixada Cuiabana, iniciativa que inspirou a construção do projeto para o Estado, falou da importância do fórum no papel de fomentar e articular as políticas públicas relacionadas às indicações geográficas e marcas coletivas e no apoio aos agricultores familiares como forma de conseguir os selos.

 “Esses selos ajudam os grupos produtivos a se organizar no território, porque reconhecem a identidade e qualidade dos produtos que eles já produzem. Isso faz com que agregue valor e os produtos não sejam mais vendidos apenas como produtos genéricos, eles passam a fazer parte dos produtos premium e podem acessar outros mercados”, afirmou.

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