A proposta do senador Wellington Fagundes (PL) de interromper as obras do Parque Novo Mato Grosso caso seja eleito governador provocou reação imediata do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (10), Mauro criticou a posição do parlamentar e afirmou que a medida representaria um retrocesso para os investimentos em esporte, turismo e lazer no Estado.
A declaração ocorre após Wellington defender a paralisação do empreendimento para direcionar os recursos à construção de moradias populares. Segundo o senador, a habitação deveria ser prioridade diante das necessidades da população mato-grossense.
Ao responder à proposta, Mauro afirmou que o discurso do adversário contrasta com o posicionamento político que ele tenta adotar junto ao eleitorado conservador. O ex-governador também lembrou declarações recentes de Wellington sobre segurança pública e classificou suas posições como incompatíveis com a agenda defendida pela direita.
Durante o pronunciamento, Mauro destacou o estágio avançado das obras do Parque Novo Mato Grosso e argumentou que o complexo já vem demonstrando potencial para atrair grandes eventos. Segundo ele, o espaço já recebeu centenas de milhares de visitantes e sediou competições nacionais de diversas modalidades esportivas, além de apresentações musicais e eventos automobilísticos.
O ex-governador comparou o investimento realizado no parque a outras obras estruturantes do Estado e questionou por que Wellington não fez críticas semelhantes a projetos executados em gestões anteriores.
Mauro também ampliou o debate ao citar intervenções voltadas ao turismo e ao lazer em diferentes municípios mato-grossenses. Segundo ele, caso a proposta de Wellington seja levada adiante, outras obras em andamento, como revitalizações de orlas e espaços públicos em cidades do interior, poderiam igualmente ser afetadas.
Na avaliação do ex-governador, a discussão vai além da construção do parque e envolve o acesso da população a atividades culturais, esportivas e de entretenimento. Ele argumentou que espaços públicos dessa natureza permitem que famílias de menor renda tenham acesso gratuito a atrações que normalmente estariam restritas a grandes centros urbanos.
Outro ponto contestado por Mauro foi a afirmação de que o Estado não estaria investindo em habitação. O ex-governador citou números do programa Ser Família Habitação e afirmou que milhares de famílias já foram beneficiadas por iniciativas voltadas à aquisição da casa própria. Segundo ele, novos investimentos estão previstos para os próximos anos.
Ao defender a continuidade do Parque Novo Mato Grosso, Mauro sustentou que o Estado possui capacidade financeira para executar simultaneamente projetos nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, habitação e lazer. Para ele, não há necessidade de interromper obras em andamento para financiar outras políticas públicas.
O embate amplia a disputa entre os dois grupos políticos que se posicionam para as eleições de 2026. Enquanto Wellington defende a revisão de prioridades nos investimentos estaduais, Mauro aposta na manutenção das obras em execução e na continuidade do modelo de gestão adotado nos últimos anos.
A troca de críticas evidencia que a discussão sobre os rumos dos investimentos públicos deverá ocupar espaço central no debate eleitoral que se aproxima em Mato Grosso.

















