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Cattani rebate Wellington e diz que MT tem dinheiro para o Parque Novo Mato Grosso e habitação

Deputado afirma não entender proposta do senador e sustenta que Estado tem recursos suficientes para investir simultaneamente em habitação, saneamento e no empreendimento

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou não compreender a proposta do senador Wellington Fagundes (PL) de paralisar as obras do Parque Novo Mato Grosso para redirecionar recursos para áreas como habitação e saneamento básico. Para o parlamentar, o Estado possui capacidade financeira para manter os investimentos em todas as frentes sem a necessidade de interromper o empreendimento.

“Eu não tenho entendimento da proposta que o senador Wellington está fazendo, mas acho que não se deve parar uma obra que está a passos largos, caminhando, porque o Estado tem condições de fazer as duas coisas”, declarou.

A manifestação ocorre após Wellington defender publicamente a suspensão das obras do parque, considerado uma das principais marcas da gestão do ex-governador Mauro Mendes (União). O senador argumenta que recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) poderiam ser destinados prioritariamente para habitação popular e saneamento.

Cattani, no entanto, avalia que a administração estadual dispõe de recursos suficientes para atender simultaneamente às demandas sociais e dar continuidade ao projeto.

“Eu teria que conversar com o Wellington sobre isso para saber qual é a ideia dele porque eu realmente não sei, mas se eu pudesse dar uma opinião seria para fazer as duas coisas porque o Estado tem condições para isso, tem hoje bilhões em caixa que devem ser usados para habitação e saneamento”, afirmou.

O deputado reforçou que considera a política habitacional uma prioridade, mas sem que isso implique na interrupção de obras já em andamento.

“Eu acho que a gente pode fazer as duas coisas”, disse.

Ao defender mais investimentos em moradia, Cattani argumentou que a ampliação da oferta de habitação também ajudaria a combater ocupações irregulares de terras e imóveis no Estado.

“Eu acho essencial essa parte. Nós temos que dar habitação para as pessoas, até porque existe uma cultura de invasão de propriedade aqui no Estado. Nós temos que acabar com ela e, para isso, nós temos que oferecer para essas pessoas que precisam, que não têm uma residência, condições para elas, para que essa prática acabe”, declarou.

A discussão ocorre em meio ao debate sobre as prioridades de investimento do governo estadual. Enquanto Wellington defende a revisão dos gastos destinados ao Parque Novo Mato Grosso, aliados da atual gestão sustentam que o empreendimento pode ser executado paralelamente aos investimentos em áreas consideradas essenciais.

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