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Júlio Campos vê crise grave em VG e diz que mediação entre Flávia e Câmara é improvável

Segundo o deputado, a falta de diálogo entre Executivo e Legislativo tem reflexos diretos sobre a população

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O deputado estadual Júlio Campos (União) avaliou como grave a crise institucional entre a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB). Em entrevista à rádio Cultura, o parlamentar afirmou que o impasse já prejudica a gestão pública e demonstrou ceticismo sobre uma possível reconciliação entre os dois chefes de Poder.

Segundo Júlio, a falta de diálogo entre Executivo e Legislativo tem reflexos diretos sobre a população. Ele afirmou que a prefeita reclama da paralisação de projetos considerados importantes para a administração municipal, principalmente nas áreas da saúde e da educação.

“Prejuízo total porque não há diálogo nenhum. A prefeita alega que tem vários projetos de interesse dela, da gestão, e que não são votados”, afirmou.

O deputado também destacou que a Câmara Municipal apresenta críticas duras à condução da Prefeitura. Segundo ele, Wanderley sustenta que os projetos enviados pelo Executivo chegam com problemas e aponta suspeitas de irregularidades na administração.

“Já o presidente da Câmara diz que os projetos vão todos errados e que há uma corrupção generalizada na Prefeitura, principalmente em pagamentos de terceirizadas”, completou.

Diante do acirramento político, Júlio revelou que chegou a sugerir uma tentativa de mediação por parte do Governo do Estado. A ideia seria reunir Flávia e Wanderley no Palácio Paiaguás, com participação do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), para buscar uma pacificação.

O parlamentar, no entanto, afirmou não acreditar mais na viabilidade do diálogo. Para ele, o desgaste entre os dois lados chegou a um ponto de difícil solução.

“Eu gostaria que houvesse um entendimento, mas já vi que não tem essa possibilidade. Sugeri que o governador Otaviano Pivetta pudesse chamar no Palácio ambas as partes e tentasse uma pacificação”, disse.

Júlio atribuiu parte da dificuldade de acordo ao perfil político dos envolvidos. Segundo ele, tanto a prefeita quanto o presidente da Câmara têm temperamento forte e enfrentam dificuldades na construção de entendimento institucional.

“Ambos são difíceis, geniosos. Tanto a prefeita é complicada nessa parte de relacionamento como o Wanderley também é”, concluiu.

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