Preso neste domingo (31), em Cuiabá, Odiley Rodrigues de Souza afirmou em depoimento à Polícia Civil que não matou Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, encontrado morto dentro da Clínica Terapêutica Pró-Vida com uma corda amarrada ao pescoço.
Durante o interrogatório, Odiley confirmou que participou da contenção da vítima e que utilizou uma corda para imobilizá-la, mas negou ter praticado qualquer ato de estrangulamento ou enforcamento.
Segundo o depoente, Alessandro apresentava comportamento agressivo e precisou ser contido por outros internos da unidade. “Quem amarrou ele fui eu. Com aquela corda vermelha e branca. Nós amarramos ele para ele se acalmar. Depois soltamos e fomos dormir”, declarou.
Odiley relatou que, horas depois, a vítima voltou a apresentar sinais de agitação, batendo nas portas dos quartos. “O Thaago veio avisar que ele estava dando murro na porta. Aí eu, o Thaago e o Joaquim voltamos lá e contivemos ele de novo”, afirmou.
Questionado sobre a forma da contenção, ele disse que a vítima foi amarrada com os braços para trás. “Eu que amarrei para trás. A corda não podia ficar muito apertada porque prende a circulação”, disse.
Ao ser perguntado se Alessandro teria sido submetido a um “mata-leão” ou qualquer outro tipo de estrangulamento, Odiley negou. “Não. Mata-leão não. A gente só segura e contém”, declarou.
O suspeito também foi confrontado sobre a versão inicialmente apresentada aos bombeiros e peritos de que a vítima teria cometido suicídio. “Eu fiquei com medo. Nunca aconteceu uma situação dessas em um plantão que eu estava”, afirmou.
Ao final do depoimento, Odiley negou qualquer participação na morte de Alessandro e também rejeitou a possibilidade de ter provocado as marcas encontradas no pescoço da vítima. “As marcas de corda no pescoço dele não foram feitas por mim. Pelo Deus que está no céu, não fui eu”, declarou.
A Polícia Civil investiga o caso e aguarda a conclusão dos laudos periciais da Politec para esclarecer as circunstâncias da morte. O corpo da vítima foi encaminhado ao IML para exames de necropsia.

















