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Programa de emprego insere mais de 2,5 mil egressos e recuperandos no mercado de trabalho

A plataforma, desenvolvida pela Seplag e operacionalizada pela Funac, reúne mais de 7,6 mil cadastros e fortalece a reinserção social

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O Sistema de Emprego do Recuperando (Siner), plataforma tecnológica voltada à reinserção social de pessoas que passaram ou estão no sistema prisional de Mato Grosso, alcançou a marca de 2.540 pessoas inseridas no mercado de trabalho formal apenas no decorrer de 2026. Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e operacionalizado pela Fundação Nova Chance (Funac), o banco de dados conta atualmente com 7.622 cidadãos cadastrados e serve como o principal elo entre a mão de obra disponível e as oportunidades de emprego no estado.

Ao longo deste ano, 3.122 recuperandos e egressos conseguiram passar por processos de seleção e acessar vagas de trabalho por meio do sistema. O Siner centraliza e organiza o histórico pessoal, profissional e processual dos candidatos, garantindo que o encaminhamento para as empresas privadas, órgãos públicos e municípios parceiros ocorra de forma ágil e segura. Até o momento, a plataforma já registra 392 termos de cooperação e intermediação firmados com instituições parceiras que absorvem essa mão de obra.

Criado em 2023, o portal funciona de maneira totalmente digital, desde a triagem dos perfis profissionais até a assinatura dos contratos, respeitando as diretrizes de segurança e sigilo da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A ferramenta digital é apontada pelos gestores do Estado como um mecanismo estratégico de transformação social e fomento à cidadania. Para a Seplag, ligar essa população ao mercado de trabalho gera autonomia e renda, oferecendo novas perspectivas de futuro ao mesmo tempo em que oferece um processo organizado para o empresariado.

Autoridades do Poder Judiciário e da segurança pública também reforçam que o tripé formado por trabalho, educação e qualificação é o caminho mais eficiente para diminuir os índices de reincidência criminal e aliviar o superpovoamento nos presídios. Membros do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF-MT) e das secretarias de Estado defendem que investir em ressocialização converte as unidades prisionais em espaços de recuperação real, refletindo diretamente na melhoria dos índices de segurança pública para toda a sociedade civil.

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