O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, reconheceu os transtornos provocados pelas obras do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) e admitiu que a capital enfrenta congestionamentos e pontos críticos de lentidão por conta da reta final da intervenção. Apesar disso, defendeu que a população suporte temporariamente os impactos para garantir a conclusão do projeto, prevista para junho.
A declaração foi feita no último sábado (16), durante entrega de obras no bairro Três Barras. Segundo o gestor, o ritmo mais intenso dos trabalhos tem contribuído para o agravamento do trânsito, mas seria necessário para evitar novos adiamentos.
“Eu tenho observado que as obras estão bem aceleradas e a finalidade é concluir agora no mês de junho. Então, a gente tem que suportar um pouco todo esse congestionamento terrível que está acontecendo na cidade. A cidade está travada, são diversos pontos mais críticos, mas acredito que vai passar esse sofrimento. É melhor do que ficar postergando isso aí para 2027, 2028, e essa obra nunca terminar”, afirmou.
Abilio também elogiou o desempenho das empreiteiras responsáveis pela execução do modal e atribuiu o avanço ao reforço determinado pelo governador Otaviano Pivetta, que teria solicitado maior celeridade na execução das frentes de trabalho.
O sistema BRT foi oficializado em dezembro de 2020 pelo então governador Mauro Mendes como substituto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), projeto que estava paralisado desde 2014. Na ocasião, o governo argumentou que o novo modelo apresentava menor custo de manutenção e maior flexibilidade operacional.
Já em 2023, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) realizou audiências públicas para apresentação dos estudos técnicos e do trajeto do modal. No início de 2024, as obras ganharam ritmo nas avenidas Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá, e FEB, em Várzea Grande, concentrando serviços de drenagem e implantação das pistas de concreto.
A entrega dos trechos 1 e 2 chegou a ser prometida para 2024, mas dificuldades com as empreiteiras responsáveis provocaram atrasos e exigiram a reformulação dos contratos. Em março de 2025, parte das obras chegou a ser temporariamente interrompida para readequações, quando o empreendimento registrava apenas 18% de execução.
Antes de deixar o cargo para assumir outra função, Mauro ajustou o cronograma e fixou junho de 2026 como novo prazo para conclusão da primeira etapa. Agora, com a intensificação dos serviços e a definição sobre a frota que será utilizada no sistema, o governo mantém a expectativa de encerrar uma das obras mais longas e controversas da mobilidade urbana da Grande Cuiabá.



















