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Bilhetes em presídio, depósitos suspeitos e ligação com Marcola: veja o que levou Deolane à prisão

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens atribuídos a Deolane

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A prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra ganhou novos desdobramentos após a divulgação de detalhes da investigação que aponta um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo o Ministério Público de São Paulo, a Operação Vérnix nasceu após a apreensão de bilhetes secretos encontrados em 2019 dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os manuscritos continham ordens da facção, referências a ataques contra servidores públicos e informações sobre movimentações financeiras do grupo criminoso.

As investigações avançaram e chegaram até uma transportadora de cargas apontada como empresa de fachada usada pelo PCC para ocultar recursos ilícitos. A partir da quebra de sigilos e da análise de celulares apreendidos, a polícia identificou comprovantes de depósitos e transferências bancárias que teriam ligação direta com contas de Deolane.

De acordo com os investigadores, imagens encontradas no aparelho de um operador financeiro da facção mostram depósitos feitos para a influenciadora em agosto de 2020. Em apenas três minutos, foram realizadas transferências de R$ 2 mil, R$ 3 mil e R$ 5 mil para contas ligadas à advogada.

A polícia afirma que os valores eram enviados de forma fracionada para dificultar o rastreamento bancário, prática conhecida como “smurfing”, frequentemente usada em esquemas de lavagem de dinheiro.

Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi uma conversa interceptada em que suspeitos discutiam valores que seriam enviados para contas atribuídas à influenciadora para “fechar com o pessoal”, expressão interpretada pela investigação como referência ao esquema financeiro da facção.

Além disso, a investigação aponta que Deolane teria ligação financeira com operadores próximos de Marcos Willians Herbas Camacho, considerado líder máximo do PCC. Um dos investigados afirmou à polícia que pagava aluguel mensal de um apartamento pertencente à influenciadora.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens atribuídos a Deolane, além do sequestro de veículos de luxo e ativos financeiros relacionados aos investigados.

Durante a operação desta quinta-feira (21), agentes cumpriram mandados de prisão preventiva, busca e apreensão contra integrantes da facção, operadores financeiros e pessoas ligadas ao núcleo investigado.

A defesa da influenciadora ainda não apresentou posicionamento oficial sobre as acusações. As investigações continuam e a Polícia Civil não descarta novas prisões.

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