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Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em bens e valores atribuídos à influenciadora
Advogada e influencer Deolane Bezerra. dra.deolanebezerra/Instagram

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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as investigações, Deolane teria recebido recursos provenientes da facção criminosa por meio de uma transportadora apontada como braço financeiro do grupo. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em bens e valores atribuídos à influenciadora, considerados suspeitos de terem origem ilícita.

A operação também teve como alvos integrantes apontados como ligados à cúpula do PCC, entre eles Marco Herbas Camacho, o Marcola, já preso no sistema penitenciário federal. Também foram expedidos mandados contra familiares e supostos operadores financeiros da organização criminosa.

Conforme a investigação, o esquema utilizava empresas de fachada e movimentações financeiras fracionadas para ocultar a origem do dinheiro. A polícia identificou depósitos em contas relacionadas a Deolane entre os anos de 2018 e 2021, além de movimentações consideradas incompatíveis com a renda formal declarada.

As apurações apontam ainda que empresas vinculadas à influenciadora receberam centenas de milhares de reais em operações consideradas suspeitas pelos investigadores. A polícia afirma que parte dos valores teria sido transferida por meio da técnica conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento financeiro.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis ligados à influenciadora em Barueri, na Grande São Paulo. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de veículos de luxo e ativos financeiros atribuídos aos investigados.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira do grupo criminoso.

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