O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou em entrevista à Rádio Cultura que o comando nacional da legenda deu o “veredito final” sobre o projeto eleitoral no Estado. Segundo o dirigente, o presidente nacional Valdemar Costa Neto encerrou qualquer articulação interna que visasse o recuo do senador Wellington Fagundes (PL) da disputa pelo Palácio Paiaguás.
A definição ocorreu durante uma reunião em Brasília na última semana, convocada em reação a um movimento de bastidores ocorrido anteriormente em Cuiabá. Na capital mato-grossense, um encontro reuniu Valdemar, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o deputado José Medeiros e um financiador que propôs aportar recursos para as campanhas de Pivetta e Medeiros, desde que o PL abrisse mão da candidatura própria ao Governo.
De acordo com Ananias, a proposta de recuo não foi aceita pela cúpula nacional, que optou por manter a fidelidade ao grupo local do PL.
“Não pairou nenhuma dúvida e não teve nenhum ‘por não’ ou ‘por sim, talvez’. Não, foi curto e grosso, reto. [Valdemar] disse: ‘Estou com vocês para o que der e vier, podem fazer a pré-campanha e a campanha’. Não haverá mais nenhum tipo de conversa de algo diferente”, garantiu Ananias Filho.
Com a decisão, o PL reafirma a manutenção da chapa pura ou majoritária composta por Wellington Fagundes ao Governo, José Medeiros como pré-candidato ao Senado e o apoio a Flávio Bolsonaro.
Ananias destacou que o partido agora segue “muito tranquilo” para os trabalhos de base.















