Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Ranalli propõe “limpeza” em Cuiabá com envio de moradores de rua para cidades de origem

Segundo Ranalli, a medida visa aliviar o sistema de assistência social e devolver a sensação de segurança aos moradores que frequentam áreas públicas, como o centro da cidade e o bairro CPA.

publicidade

O vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), apresentou uma proposta polêmica para lidar com o aumento da população em situação de rua na capital mato-grossense. Em entrevista concedida nesta terça-feira (12), o parlamentar defendeu que o município deve promover o retorno compulsório dessas pessoas às suas cidades e estados de origem.

Segundo Ranalli, a medida visa aliviar o sistema de assistência social e devolver a sensação de segurança aos moradores que frequentam áreas públicas, como o centro da cidade e o bairro CPA.

O parlamentar argumenta que grande parte desse público migrou de outras regiões do país, como São Paulo e estados do Sul, e acaba permanecendo em Cuiabá devido ao suporte oferecido por entidades e pelo poder público. Para Ranalli, essa assistência acaba “alimentando” um problema que deveria ser de responsabilidade dos municípios onde essas pessoas nasceram.

“Mandar de volta para casa”
Durante a entrevista, o vereador foi enfático ao utilizar o termo “limpeza” para descrever a organização do espaço urbano através do encaminhamento dessas pessoas aos seus locais de origem.

“O cara que veio lá de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, a gente tem que mandar ele de volta para casa. Você faz uma limpeza, limpeza sim, da cidade, no caso onde o cara nasceu. A responsabilidade é da cidade dele”, afirmou o vereador.

“Então é uma forma da gente dar uma limpeza no centro, principalmente, que sofre desse mal e fazer com que a cidade que pariu com Mateus que o embale, ele que volte lá para quem tem amigo próximo, parente próximo, não é uma responsabilidade nossa. A gente já vai ajudar mandando ele de volta”

Ranalli justificou que sua preocupação central é com o cidadão que se sente acuado em praças e espaços de lazer. Ele relatou que muitos locais estão “inutilizáveis” devido à presença de usuários de drogas e pessoas em vulnerabilidade extrema.

“A minha ideia é que se mande compulsoriamente. Ele não é daqui. A origem dele não é daqui. Ele não está somando com a cidade. Ele não está agregando valor com a cidade. Muito pelo contrário. Ele causa medo para a população na rua”.

Para viabilizar o plano, o vereador sugere:

Cadastramento obrigatório: Identificar a origem de cada indivíduo em situação de rua.

Custeio de passagens: Utilizar recursos municipais ou emendas parlamentares para garantir o transporte de retorno.

Política Perene: Transformar a ação em uma prática constante da prefeitura, evitando que Cuiabá se torne um “ponto de concentração” para migrantes sem moradia.

 

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade