A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco, revelou nesta terça-feira (05) que Gilson Rodrigues Santos, conhecido como “Russo”, movimentou cerca de R$ 20 milhões nos últimos três anos, mesmo estando encarcerado.
Apontado como membro do alto escalão do Comando Vermelho, o detento exercia influência direta sobre o tráfico e extorsões nos bairros Planalto e Altos da Serra.
A deflagração da “Operação Roleta Russa” foi estrategicamente cronometrada para evitar que Gilson deixasse a Penitenciária Central do Estado (PCE). O investigado, que cumpre pena desde 2013 por homicídio e roubo, teria direito à progressão para o regime semiaberto a partir de maio.
Com o novo mandado de prisão por lavagem de dinheiro e organização criminosa, ele permanecerá em regime fechado.
A ação também resultou na prisão de Robson Monteiro da Silva, primo e principal comparsa de “Russo”, responsável por executar as ordens e gerenciar os territórios fora da unidade prisional.
Segundo as investigações, o esquema envolvia ainda a esposa de Gilson, que desfrutava de um patrimônio de luxo incompatível com sua renda, e contava com o auxílio de contas bancárias de terceiros, incluindo a de uma advogada, para ocultar os lucros obtidos com o tráfico internacional de drogas.
O delegado Victor Hugo Caetano de Freitas confirmou que, além das prisões, a Justiça autorizou o sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias para desarticular a estrutura financeira do grupo.


















