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Polícia apreende mais de R$ 655 mil em espécie no apartamento de alvo de operação

O delegado Eduardo Ribeiro explicou que o grupo utilizava técnicas sofisticadas para “lavar” esse capital

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A Polícia Civil de Mato Grosso contabilizou, na manhã desta quinta-feira (23), a apreensão de R$ 655.301,00 em dinheiro vivo durante a deflagração da Operação Gerente Fantasma. O montante foi localizado dentro de uma mala em um dos apartamentos alvos de busca e apreensão.

A operação, coordenada pela Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), investiga um esquema de lavagem de dinheiro e estelionato digital operado de dentro de unidades prisionais por lideranças de uma facção criminosa.

Conforme informações da Polícia Civil, o volume de dinheiro apreendido em espécie surpreendeu os investigadores e reforça as evidências de uma movimentação financeira altamente lucrativa. Além dos R$ 655 mil encontrados na mala, a Justiça determinou o bloqueio imediato de outros R$ 200 mil em ativos financeiros dos investigados. Segundo o inquérito, apenas em uma semana de novembro de 2023, o lucro do grupo com golpes digitais chegou a R$ 105.900,00.

O delegado Eduardo Ribeiro explicou que o grupo utilizava técnicas sofisticadas para “lavar” esse capital. O dinheiro oriundo do tráfico de drogas e de fraudes em plataformas de venda online era pulverizado em diversas contas bancárias e ocultado por meio de empresas registradas em nome de familiares. A investigação aponta que a movimentação mensal do grupo ultrapassava a marca de R$ 200 mil, valor totalmente incompatível com a renda declarada pelos suspeitos.

Além da ocultação patrimonial, os valores eram utilizados pela facção para financiar eventos esportivos e distribuir cestas básicas em comunidades de Cuiabá e Várzea Grande, como forma de comprar silêncio e influência local. Com a apreensão deste montante histórico em espécie, a Polícia Civil agora foca na identificação de novos bens e contas utilizadas para a dissimulação do capital ilícito.

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