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Trump diz que Vance foi ao Paquistão negociar; Teerã nega

Além de JD Vance, Trump confirmou o envio de um especialista em assuntos do Oriente Médio, e de um conselheiro para a missão
Vice-presidente JD Vance | Reprodução/ Redes Sociais X

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última segunda-feira (20), que o vice-presidente JD Vance teria embarcado para Islamabad, capital do Paquistão, para participar de negociações com o Irã.

Além de Vance, Trump confirmou o envio de Steve Witkoff, especialista em assuntos do Oriente Médio, e do conselheiro Jared Kushner. O presidente americano afirmou ao jornal New York Post que a delegação  deveria chegar na noite da última segunda-feira (21).

Nesta terça-feira (21), Trump disse, durante entrevista ao programa “Squawk Box”, da CNBC, que acredita que os Estados Unidos chegarão a um acordo com o Irã para pôr fim à guerra, que já dura semanas. No entanto, o presidente americano afirmou que não espera estende r o cessar-fogo, que termina nesta quarta-feira (22). 

“Acho que eles não têm escolha. Aniquilamos a marinha deles, a força aérea deles e eliminamos seus líderes”


Irã nega ida de delegação

Após a fala do presidente americano, diversos canais de imprensa estatais iranianos desmentiram a notícia de que a delegação teria chegado ao Paquistão para uma conversa de paz.

“Até o momento, nenhuma delegação do Irã entrou no Paquistão”, informou a agência de notícias estatal Tasnim nesta terça-feira (21).

Ministros do governo iraniano, oficiais militares e veículos de comunicação estatais expressaram mensagens contraditórias  sobre a disposição de Teerã em negociar uma trégua nos combates.

No último domingo (19), o Irã já tinha rejeitado participar de uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos prevista para ocorrer nesta semana no Paquistão. A decisão foi divulgada ainda no domingo, pela agência estatal Irna.

Começo do conflito

No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos em um ataque coordenado bombardearam o Irã.  As explosões iniciais atingiram a capital do Teerã e outras quatro cidades.

O Irã reagiu aos ataques e disparou mísseis contra Israel, além de atacar bases americanas no Oriente Médio.

Com os bombardeios, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, além de outras figuras centrais do regime. Entre os principais nomes estão Ali Shamkhani, ligado ao Conselho de Defesa e Segurança Nacional, e Mohammad Pakpour, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica. Também morreram autoridades militares de alto escalão, como Abdolrahim Mousavi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, e Aziz Nasirzadeh, então ministro da Defesa. Relatórios indicam ainda a morte de integrantes da inteligência e de outros oficiais estratégicos, elevando para dezenas o número de líderes iranianos mortos nos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel. 

Desde então, os conflitos e a tensão só aumentaram. Foram feitas algumas tentativas de negociações, mas todas sem sucesso.

Fonte: IG

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