O governador de Otaviano Pivetta (Republicanos) respondeu às declarações do presidente Lula (PT) sobre a paralisação do sistema de transporte na capital e voltou a defender a substituição do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) pelo BRT (ônibus de trânsito rápido).
A mudança de modal foi definida em 2020, ainda na gestão do governador Mauro Mendes (União), quando Pivetta ocupava o cargo de vice-governador. Na ocasião, o governo estadual optou pela troca após avaliar o andamento do projeto herdado.
Nesta semana, Lula criticou a situação em Mato Grosso e ironizou o fato de os trens não terem sido utilizados, afirmando que estariam sendo “encaixotados”, em comparação com o sistema implantado na Bahia.
Em resposta, Pivetta afirmou que a decisão foi baseada em critérios técnicos e já havia sido amplamente explicada à população da Baixada Cuiabana.
“Com todo o respeito ao presidente da República, acredito que ele tem pouco conhecimento em transporte coletivo e, muito menos, em avaliação de modais e custos de transporte. Ele é um grande político nacional e sabemos que sabe argumentar e expor bem o que pretende fazer”, disse.
O governador também reforçou críticas ao projeto original do VLT, apontando problemas desde a sua execução inicial.
“Nós prestamos contas e continuaremos a prestar de que o VLT em Cuiabá era completamente inviável. Nós pegamos esse projeto em 2018 já iniciado e mal executado”, afirmou.
Entre os pontos levantados, Pivetta destacou a inversão na ordem das obras, com a compra dos trens antes da conclusão da infraestrutura necessária.
“O correto seria concluir toda a parte de infraestrutura e, só depois, adquirir os vagões. Curiosamente, aconteceu o contrário: os trens foram comprados primeiro e ficaram armazenados, enquanto a obra sequer avançava. O resultado foi esse que todos conhecem”, explicou.
No ano passado, o Governo de Mato Grosso concluiu a venda de 40 vagões ao governo da Bahia por R$ 793,7 milhões, onde o sistema passou a ser utilizado em Salvador.
















