A jovem Kauany Beatriz de Sá Silva, investigada por suposta ligação com uma facção criminosa, publicou um vídeo nas redes sociais negando qualquer envolvimento com o grupo e afirmando ser alvo de perseguição policial, em Alta Floresta.
Na gravação, ela relatou que foi abordada enquanto realizava a entrega de presentes para crianças, ação que, segundo disse, seria de caráter pessoal e sem qualquer relação com atividades criminosas.
Kauany declarou que a abordagem ocorreu sem que houvesse irregularidades e afirmou que não portava materiais ilícitos no momento. Ainda segundo a jovem, ela foi conduzida mesmo sem situação de flagrante.
Durante o relato, a investigada comparou sua situação à de pessoas que, segundo ela, sofrem julgamentos por vínculos familiares. Kauany é filha de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, apontada como liderança de uma organização criminosa no estado.
A jovem também afirmou que parte dos policiais agiu de forma respeitosa, mas alegou que outros teriam adotado postura hostil em razão de sua relação familiar.
Conforme apuração das autoridades, a suposta distribuição de presentes pode estar associada a práticas de assistencialismo utilizadas por facções para ampliar influência em comunidades. A investigada, no entanto, nega essa versão e sustenta que a iniciativa foi independente.
Kauany afirmou ainda que teme as consequências das acusações e disse que pretende provar que não possui ligação com o grupo criminoso.
A mãe da jovem, considerada foragida da Justiça, foi alvo de uma operação da Polícia Civil que investiga crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ela também possui condenações por homicídio e ocultação de cadáver, além de ter fugido de uma unidade prisional em 2024.
















