Em decisão desta quarta-feira (3), a Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade ao biomédico Igor Phelipe Gardés Ferraz, sócio e responsável técnico do laboratório BioSeg Saúde e Segurança do Trabalho. Ele responde por acusações de falsificação de exames e estava preso desde o dia 15 de agosto, no âmbito da Operação Contraprova.
A soltura foi determinada pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Justiça 4.0, que acatou um pedido do próprio Ministério Público estadual. O órgão argumentou que a manutenção da prisão poderia causar constrangimento ilegal e atrasar as etapas preliminares do processo.
Em sua decisão, a magistrada reconheceu que ainda há riscos no caso, como a possibilidade de o acusado dificultar a investigação ou cometer novos delitos. No entanto, entendeu que essas preocupações podem ser mitigadas com a aplicação de medidas cautelares específicas, que impõem restrições à sua rotina.
“Muito embora permaneça o risco processual, notadamente quanto à preservação da prova e à prevenção de reiteração delitiva, é possível mitigá-lo por meio de imposição de outras medidas cautelares, que imponham controle próximo da rotina do indiciado e barreiras efetivas de contato com pessoas e ambientes sensíveis à investigação”, afirmou a juíza.
Como condições para a liberdade, Igor Ferraz terá de usar tornozeleira eletrônica, comparecer mensalmente à Justiça, ficar proibido de deixar a cidade sem autorização e entregar seu passaporte à Polícia Federal. Ele também está proibido de frequentar as dependências do laboratório BioSeg e de manter contato com outros investigados. Além disso, a suspensão de seu registro profissional foi mantida.
















