Informações recentes revelam que as presidiárias que fugiram da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, na madrugada de domingo (16), saíram pelo portão lateral da unidade. Segundo fontes, Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, criminosa condenada a mais de 250 anos de prisão, não encontrou dificuldades para acessar a saída utilizada na fuga.
Ainda conforme apuração, o portão continua apresentando falhas estruturais mesmo após a fuga, sem que a administração penitenciária tenha solucionado o problema.
Na quinta-feira (21), o governador Mauro Mendes (União) elevou o tom ao comentar o caso e afirmou haver “fortes indícios” de envolvimento de agentes prisionais na fuga das duas presas de alta periculosidade. “Está tendo falha com certeza! Eu já cobrei duramente o secretário de Justiça [Vitor Hugo Bruzulato], que está investigando. […] A gente está trabalhando duramente para identificar os responsáveis. Para ter uma fuga daquele jeito é porque alguém falhou, alguém cooperou”, disse Mendes.
O governador ainda declarou que não descarta mudanças na direção do presídio e que haverá “punições” aos envolvidos.
As forças de segurança seguem em buscas por Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, de 34 anos, e Jéssica Leal da Silva, a “Arlequina”, de 36 anos. Ambas são apontadas como líderes do Comando Vermelho (CV) e possuem penas que, somadas, ultrapassam 250 anos.
Angeliquinha foi condenada por homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa. Em 2022, ordenou a morte de quatro pessoas que seriam de facção rival: Jefferson Vale Paulino, Alan Rodrigues Pereira, João Vitor da Silva e Caio Paulo da Silva.
Arlequina é apontada como chefe do tráfico em Juína, também com papel de liderança dentro da facção.
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) instaurou investigação interna pela Corregedoria Geral e acionou o Serviço de Operações Penitenciárias Especiais (SOE). As buscas contam ainda com helicópteros do Ciopaer e apoio de cães farejadores, mobilizando dezenas de policiais em Cuiabá e região.
Informações que possam colaborar para a localização das duas mulheres podem ser enviadas, com sigilo garantido, aos serviços de denúncia da Polícia Civil e Polícia Penal: 197 e (65) 98126-0185.


















