O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou que pretende proibir o uso de blocos de concreto, popularmente conhecidos como “gelo baiano”, como forma de sinalização em obras realizadas nas vias da capital. A medida, segundo ele, visa preservar vidas e reduzir acidentes de trânsito. O gestor citou especificamente a obra na Avenida Miguel Sutil como exemplo de risco causado por esse tipo de estrutura.
“Isso causa acidentes e causa óbitos. Naquela obra da Miguel Sutil eu já até comuniquei o secretário de Infraestrutura, Marcelo Padeiro, para remover aqueles blocos de concreto lá. Toda semana nós temos de um a dois acidentes naquela obra. Os blocos estão tortos e irregulares. Isso acontecia na Avenida da Feb, naquela obra que tinha em Várzea Grande e muitas mortes ocorreram lá. Nós não vamos querer que tenha mortes aqui no nosso município”, afirmou.
O prefeito relembrou uma mudança semelhante que ocorreu em Várzea Grande, e sugeriu a substituição dos blocos por sinalizações mais seguras e modernas.
“Em Várzea Grande, quando a gente fez essa reclamação, foi substituído os blocos de concreto por aqueles cones plásticos que fazem a sinalização. Eles são fixados no chão e são móveis, eles não agridem, não criam o ato de acidente”, explicou.
Abilio também citou um acidente recente para ilustrar o perigo do uso do “gelo baiano”.
“Essa semana, por exemplo, eu passei pela obra da Miguel Sutil e estava todo congestionado o trânsito porque um carro bateu na ponta de um gelo baiano que estava irregular. Foi um acidente que destruiu o carro do cara e ainda prejudicou todo o trânsito. Se fosse um motoqueiro desviando daquele veículo, ele poderia ter morrido naquele local com aquele equipamento”, relatou.
A proposta, segundo o gestor, será implementada como uma medida administrativa, mas ele não descarta levar o tema à Câmara, se necessário.
“Não há necessidade de ser um projeto enviado para a Câmara, mas se houver essa necessidade eu tenho certeza que a maioria dos vereadores apoia essa decisão porque salva vidas. Mas a nossa medida vai ser orientativa ao Estado para que ele possa fazer isso e também definir isso através de uma normatização dentro da Secretaria de Mobilidade, onde os projetos precisam ser aprovados”, concluiu o prefeito.

















