
Eduardo Magalhães
O presidente da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Eduardo Magalhães (Republicanos), confirmou que o advogado Julier Sebastião protocolou um pedido de comissão processante para investigar o vereador Chico 2000 (PL) após o parlamentar ser alvo de uma operação policial que investiga o suposto pagamento de R$ 250 mil em propina para garantir a aprovação de um projeto legislativo que autorizou o pagamento de dívidas da Prefeitura com a empresa HB20 Construções, em 2023. No entanto, a operação também tem como alvo outro vereador, o Sargento Joelson (PSB). Ambos foram afastados do cargo político.
Para Eduardo, o trabalho da comissão pode ser prejudicado por não incluir o nome de Joelson, já que os dois são suspeitos de terem participado do mesmo esquema.
Julier, que é advogado da ex-vereadora Edna Sampaio (PT), esteve com ela durante o processo que levou a sua cassação na Câmara, no ano passado, após ser acusada de participar de um esquema de ‘rachadinha’ de valores de Verbas Indenizatórias envolvendo a ex-chefe de gabinete. Na época, Edna e Chico protagonizaram diversos embates e a petista chegou a ingressar com um pedido de comissão com o objetivo de cassar o colega, que atuava como presidente do Legislativo.
Eduardo disse que não dá para afirmar que o pedido protocolado por Julier tenha motivos pessoais por só envolver o vereador Chico 2000, mas disse que é “estranho” o pedido de comissão ter sido direcionado apenas a um dos vereadores investigados.
“Eu não posso afirmar, mas é um tanto estranho direcionar para um e não para o outro ou para os dois, no caso. Acho que isso pode até prejudicar na deliberação, mas não vou fazer juízo quanto a isso, não sei qual o problema pessoal que existe entre os dois então não vou entrar no mérito”, disse o presidente.
Eduardo Magalhães também explicou como funcionará o rito do processo, que foi lido em plenário nesta terça-feira (6) e será analisado pela Procuradoria da Câmara, que ficará responsável por emitir parecer técnico antes da deliberação do plenário.
“O pedido dele é encaminhado à Câmara Municipal. E o que acontece? O rito é um rito diferente. Ele é lido em plenário […] Ele será encaminhado para a Procuradoria da Câmara, que emite um parecer, se aceita ou não. Se aceita for, ele irá para votação em plenário”, explicou.
Eduardo também explicou que, caso seja necessário, eles poderão abrir um procedimento também contra o vereador Joelson e que tudo será feito de forma “transparente”.
“Poderia acontecer isso sem problema nenhum. Todavia, nós queremos tocar esse projeto de forma muito transparente e zelando sempre pela legalidade do processo”, pontuou.

















