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Afastado por suspeita de corrupção, vereador quebra o silêncio e diz que sofre “armação política”

Joelson também pediu desculpas à família, ao grupo político e à população cuiabana

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Uma semana após ser alvo da Operação Perfídia e afastado do cargo por determinação judicial, o vereador de Cuiabá Sargento Joelson (PSB) quebrou o silêncio e afirmou que é inocente. Em vídeo divulgado nesta terça-feira (6), o parlamentar negou ter recebido qualquer valor indevido e disse ser vítima de uma “armação política”.

“Peço desculpas pelo silêncio dos últimos dias, mas em razão do feriado só tivemos acesso ao inquérito na tarde de ontem (5)”, disse. “Ainda não posso entrar em detalhes, pois as investigações correm em segredo de justiça. No entanto, posso afirmar com tranquilidade que não recebi dinheiro algum e que tenho plena confiança que tudo será esclarecido em breve”, disse ele em vídeo publicado no Instagram.

Joelson também pediu desculpas à família, ao grupo político e à população cuiabana “por toda essa exposição” e disse confiar no trabalho da Polícia Civil e da Justiça. “Agora é ter paciência e a verdade prevalecerá”, concluiu.

O pronunciamento veio à tona após a divulgação de detalhes do inquérito da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que apontam o envolvimento direto do vereador em um suposto esquema de propina para beneficiar uma construtora com a aprovação de matéria legislativa na Câmara Municipal.

Conforme as investigações, o parlamentar recebeu R$ 250 mil em repasses indevidos junto ao ex-presidente da Casa, vereador Chico 2000 (PL), também afastado do cargo. Parte do valor teria sido transferida via Pix para uma conta indicada por Joelson. Em uma das conversas interceptadas pela Polícia, o ex-funcionário da empresa HB20, João Jorge de Souza Catalan, informou ao vereador: “Consegui fazer 25 mil”, em referência a uma transferência feita no dia 14 de outubro de 2023.

Quatro dias depois, Joelson enviou um áudio a Catalan reclamando que uma terceira pessoa esteve na Câmara tentando intermediar a continuidade do suposto acordo, o que teria irritado o parlamentar. “O acordo foi feito entre eu e você, cara. O presidente Chico um dia participou e deu o aval. Agora você fica mandando terceiros aqui, cara?”, diz a transcrição da mensagem, obtida pela Polícia.

Na gravação, o vereador afirma ainda que “nossa parte tá resolvido” e que “não é assim que funciona as coisas aqui não”, cobrando que as tratativas fossem mantidas diretamente entre ele e o interlocutor.

A Operação Perfídia foi deflagrada no dia 29 de abril e apura o recebimento de vantagem indevida por parte dos dois parlamentares para destravar pagamentos do Município à empresa responsável pelas obras do Contorno Leste de Cuiabá. Conforme a Deccor, parte do dinheiro teria sido entregue em espécie no interior do gabinete de um dos vereadores.

A ação da Polícia Civil cumpriu 27 medidas judiciais, incluindo buscas e apreensões, quebra de sigilos e bloqueio de bens dos investigados. Além dos dois parlamentares, outras três pessoas são alvos da investigação.

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