O governador Mauro Mendes (União) explicou que, apesar de ter sugerido que a população boicote o grupo Carrefour, a rede continuará recebendo incentivos fiscais porque a legislação não permite discriminação entre empresas do mesmo setor comercial.
“O grupo Carrefour não tem incentivos aqui em Mato Grosso. Nós temos aqui o Atacadão, que é um comércio, e a legislação do comércio não pode ser diferente de um mercado para o outro. Nós não podemos ter tratamento diferenciado dentro de um setor. Isso é muito diferente do que o setor de grãos, soja, milho, das trends. O tratamento é isonômico para todos aqueles que aderirem à moratória”, afirmou Mendes.
Em 2023, o Atacadão foi uma das empresas que mais se beneficiaram com renúncias fiscais em Mato Grosso, deixando de pagar mais de R$ 71 milhões em impostos. Apesar disso, a rede supermercadista não será incluída na lista de empresas que podem perder os incentivos, como ocorre com aquelas que aderem à moratória da soja, sancionada recentemente pelo governador.
Mauro criticou duramente a decisão do Carrefour, que atribuiu sua medida ao “desespero e indignação” dos agricultores franceses diante do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia. Para o governador, a postura do grupo e de autoridades como o presidente francês, Emmanuel Macron, demonstra um uso oportunista do discurso ambiental para proteger os interesses do agronegócio europeu.
Ele disse que “essa história de ambientalismo é conversa” e que, no fundo, querem usar o meio ambiente para criar barreiras contra o agronegócio do Brasil. O governador também defendeu a aplicação da lei da reciprocidade: “do jeito que você me trata, eu posso também te tratar”.


















