Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Homem que matou 7 pessoas após perder dinheiro na sinuca é condenado a 136 anos de prisão

Assassino ainda terá que pagar R$ 200 mil de indenização, que serão divididos pela família das vítimas

publicidade

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Sinop (500 km de Cuiabá) condenou Edgar Ricardo de Oliveira a 136 anos e três meses de prisão, além de 31 dias-multa, por matar sete pessoas, incluindo uma adolescente de 12 anos, Larissa Frazão, em um bar após uma aposta em um jogo de sinuca. A sentença foi proferida nesta terça-feira (15), após um longo julgamento que analisou o crime ocorrido em fevereiro de 2023. O assassino ainda terá que pagar R$ 200 mil de indenização, que serão divididos pela família das vítimas.

Edgar foi condenado por homicídio qualificado, furto e roubo, com o júri acatando a tese do Ministério Público (MPMT) de que o crime foi motivado por ressentimento, após o réu ter sido alvo de piadas em decorrência de suas derrotas nos jogos. O julgamento foi presidido pela juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, e contou com a acusação do promotor Herbert Dias Ferreira, enquanto o defensor público Ricardo Bosquesi assumiu a defesa do réu.

Durante o julgamento, realizado no Fórum da Comarca de Sinop, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação, incluindo Raquel Gomes de Almeida, mãe da jovem Larissa e esposa de Getúlio Frazão, outra vítima da chacina. A defesa tentou reduzir a gravidade dos crimes, alegando que Edgar teria cometido homicídios simples, sem as qualificadoras apresentadas pela acusação, mas não teve sucesso.

O Ministério Público sustentou a acusação com base nas qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas. O promotor ressaltou que Edgar agiu com frieza e premeditação ao retornar ao bar, acompanhado de Ezequias Ribeiro, seu comparsa, e abrir fogo contra as vítimas após perder sucessivas partidas de sinuca.

O crime aconteceu no dia 21 de fevereiro de 2023, quando Edgar, após perder aproximadamente R$ 4 mil em apostas, voltou ao bar com Ezequias. Armados, renderam as vítimas, encurralaram-nas e começaram a disparar. As imagens das câmeras de segurança mostraram o momento em que Edgar pegou uma espingarda em sua caminhonete e, ao lado de Ezequias, executou as vítimas de forma cruel. Entre os mortos estavam Maciel Bruno, Orisberto Pereira e a adolescente Larissa, que foi atingida ao tentar fugir do local.

Durante seu depoimento no julgamento, Edgar não demonstrou arrependimento e tentou justificar suas ações alegando que foi provocado pelas vítimas. Ele afirmou que reagiu a insultos e que não tinha a intenção de matar Larissa, admitindo que o disparo que atingiu a jovem foi acidental. No entanto, as evidências apresentadas pela acusação, incluindo gravações de áudio e vídeo, mostraram que as vítimas estavam assistindo a um jogo de futebol no momento do ataque, e não provocando o réu.

O promotor Herbert Ferreira também destacou que, após matar as sete pessoas, Edgar retornou à mesa de sinuca para pegar o dinheiro que estava sobre a mesa e roubou a bolsa de Raquel Gomes, a mãe de Larissa. As imagens foram cruciais para refutar as alegações de Edgar de que teria agido por provocação ou descontrole.

Em sua defesa, Edgar tentou justificar seus atos alegando que estava sob efeito de cocaína e que a droga o desestabilizou naquele dia. No entanto, o júri não acatou essa justificativa, condenando-o por homicídio qualificado, entre outros crimes.

Com essa sentença, Edgar Ricardo de Oliveira deverá cumprir a pena em regime fechado, sem possibilidade de recorrer em liberdade. As vítimas da chacina de Sinop incluem Maciel Bruno de Andrade Costa, Orisberto Pereira Sousa, Elizeu Santos da Silva, Getúlio Rodrigues Frazão Júnior, Josue Ramos Tenorio, Adriano Balbinote e a adolescente Larissa de Almeida Frazão, de apenas 12 anos.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade