A juíza Ana Cristina Mendes, titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou o ex-governador Silval Barbosa (sem partido) e mais três pessoas pelos desdobramentos judicial da Operação Seven, deflagrada em 2016. A referida operação visava desmantelar uma organização criminosa suspeita de desviar R$ 7 milhões dos recursos públicos estaduais por meio de uma aquisição fraudulenta e superfaturada de uma extensão de terra de 721 hectares pelo estado.
A pena imposta ao ex-governador totalizou 11 anos, seis meses e 20 dias pelo crime de peculato. No entanto, em virtude do acordo de delação premiada celebrado por Silval com a Justiça, a pena foi reduzida para três anos, 10 meses e seis dias, a serem cumpridos em regime aberto.
Outras figuras também foram condenadas no processo, incluindo o ex-secretário Pedro Nadaf, Afonso Dalberto e o ex-procurador Chico Lima. Pedro Nadaf recebeu uma sentença de nove anos e quatro meses de prisão, além do pagamento de 266 dias-multa. Devido ao acordo de delação premiada, sua pena foi reduzida em dois terços, resultando em três anos, um mês e 10 dias de reclusão.
A condenação inicial de Afonso Dalberto foi de 12 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão, somada ao pagamento de 313 dias-multa. Em decorrência de seu acordo de delação premiada, a pena foi reduzida, e ele deverá cumprir quatro anos, um mês e 15 dias de prisão, além de 104 dias-multa, em regime semiaberto.
O ex-procurador Chico Lima, por sua vez, foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão, acompanhados do pagamento de 266 dias-multa, sem benefício de redução da pena por meio de delação premiada.
Contudo, a magistrada absolveu o ex-secretário de Administração José de Jesus Nunes Cordeiro, o ex-secretário de Planejamento Arnaldo Alves de Souza Neto, o médico Filinto Correa da Costa, e os servidores Francisval Akerley da Costa, Cláudio Takayuki Shida e Wilson Gambogi Pinheiro Taques. A denúncia apontava que os valores desviados foram utilizados para diversos fins, como pagamento de dívidas, aquisição de veículos de luxo, empréstimos, depósitos em contas familiares, aplicações financeiras, operações de factoring e compra de terreno.


















