O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, afirmou que sofreu pressões internas do grupo do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) para desistir da disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo ele, a articulação buscava construir um palanque único da direita, com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como cabeça de chapa.
Wellington disse, em entrevista ao Resumo do Dia, nesta segunda-feira (8), que o assunto chegou a ser tratado em duas conversas com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante atos políticos conservadores no Rio de Janeiro e em São Paulo.
“No primeiro encontro no Rio de Janeiro, e não me venha a distorcer alguém aí de site ou de outro tipo de encontro, outra comunicação, o presidente Bolsonaro me chamou e falou: olha, eles estão querendo aqui que o PL apoie”, relatou o senador.
Apesar da pressão, Wellington afirmou que não aceitou recuar da candidatura. Segundo ele, em vez de abrir mão do projeto, convidou Mauro Mendes e Otaviano Pivetta a se filiarem ao Partido Liberal.
O senador disse que não houve contrapartida dos adversários e que o grupo continuou tentando convencer lideranças bolsonaristas a apoiar a composição com Pivetta. Conforme Wellington, as articulações seguem em andamento.
Até o momento, Bolsonaro ainda não oficializou apoio ao senador em Mato Grosso. Nos eventos realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo, o ex-presidente fez acenos a Mauro Mendes e chegou a citá-lo como um dos nomes que gostaria de ter no Senado.
Wellington atribuiu a movimentação dos adversários ao desempenho dele nas pesquisas eleitorais. Em levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado na terça-feira (2), o senador aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Pivetta registra 29%.
“É medo, porque as pesquisas apontam sempre o nome do Wellington como o primeiro lugar. Vamos disputar a eleição e deixa a população decidir o que é melhor”, afirmou.

















