CUIABÁ
21 de abril de 2021 - 03:03

Várzea Grande vive momento crítico da Covid-19, com fila de ambulância com pacientes

Filas de ambulância com pacientes com Covid, em hospital de Várzea Grande, onde festas e aglomerações fora permitidas pela Prefeitura viraram rotina nos últimos dias
ambulância_metropolitano

Por Esportes & Notícias

A pandemia da Covid-19 está tão grave na cidade de Várzea Grande, onde a prefeitura não tem feito quase nada para evitar aglomerações nas ruas da cidade, nos bares, restaurantes e no shopping e ainda permite a realização de festas em todos os bairros com número ilimitados de pessoas e sem o cumprimento das determinações sanitárias com máscaras e álcool gel, que a porta de entrada do Hospital Metropolitano, onde vem sendo promovido o atendimento a infectados com a doença virou um desfile de ambulâncias, principalmente do Samu, que ficam enfileiradas aguardando vez de desembarcar os pacientes, a grande maioria já em estado grave.

O hospital já está com sua lotação praticamente completa – 90% dos leitos destinados para a Covid estão ocupados por doentes em estado grave “Não tem mais o que a gente fazer. É paciente da cidade chegando a todo instante, muitos tendo de ir direto para as Unidades de Terapia Intensiva – UTIs – para serem entubados. Estamos com fila para atendimento. É o caos, disse um enfermeiro que pediu para não ser identificado com medo de ser demitido pelo prefeito Kalil Baracat (MDB).

A situação piorou neste sábado, com o enfileiramento de ambulâncias no local. A mulher de um paciente em estado grave reclamou. “Estou aqui esperando abrir uma vaga de UTI para o meu marido. Ele não está conseguindo respirar e ninguém faz nada. Quando a gente reclama pedem para ter calma, esperar a vez”, lamentou mulher.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a situação se repete em outros municípios onde as prefeituras permitiram festas com muita gente e aglomerações sem máscaras. Não tem vagas nos hospitais Santa Casa de Rondonopolis, no Hospital Regional de Sorriso, no Hospital Regional de Peixoto de Azevedo e no Hospital Regional de Água Boa a taxa de ocupação é de 100%. Já no Hospital Regional Irmã Elza Giovanella, em Rondonópolis, e no Hospital e Maternidade São Lucas, em Juara, a taxa é de 110%. No Hospital e Pronto Socorro Municipal Milton Pessoa Morbeck, em Barra do Garças, a taxa é de 140%. Taxas superiores a 100% significam que foram improvisados leitos de UTI naquele hospital, para atender os pacientes até que sejam transferidos, com urgência.

Anterior

Próximo

Compartilhe essa Notícia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no print
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

*Os comentários abaixo não representam nossa opinião.

SE GOSTOU DESSA, CONFIRA...

Veja Também