Uma discussão entre os vereadores Ilde Taques (Podemos) e Demilson Nogueira (PP), vice-líder do prefeito Abilio Brunini (PL) na Câmara Municipal de Cuiabá, marcou a sessão desta terça-feira (9) e elevou o tom dos embates no Legislativo. O atrito teve como pano de fundo a convocação do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, para prestar esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na pasta.
Ilde afirmou que a convocação do ex-gestor, assim como o requerimento para ouvir o atual secretário de Educação, Reginaldo Teixeira, que também acumula a Secretaria Municipal de Obras Públicas, integra a função fiscalizadora da Câmara diante das denúncias envolvendo contratos da área da Educação.
Segundo o parlamentar, as apurações se fazem necessárias diante de apontamentos feitos pela própria Prefeitura sobre possíveis irregularidades e suspeitas de sobrepreço em contratos firmados pela secretaria.
“Chamei o secretário Amauri para fazer suas declarações e dar esclarecimentos à sociedade. Também fiz requerimento convocando o secretário Reginaldo, que hoje está à frente da pasta e acompanha as auditorias. A população precisa saber se realmente aconteceu isso ou não”, afirmou.
Ilde também contestou falas de Demilson Nogueira, que teria classificado a convocação como tentativa de desviar o foco de outros temas discutidos no Legislativo.
“Isso é uma mentira. Nós chamamos o secretário Amauri para prestar esclarecimentos, assim como vamos chamar o secretário Reginaldo e continuar as investigações. Fui eleito para fiscalizar e vou continuar fazendo isso”, declarou.
Na sequência, Demilson pediu a palavra em plenário e respondeu às críticas. O vereador disse ter recebido as falas com serenidade, mas reprovou a condução do colega no debate.
“Com muita serenidade e tranquilidade, recebo a fala do vereador Ilde e não vou chamá-lo de puxa-saco. Não vou fazer isso”, disse.
Demilson acrescentou que não pretende transformar o embate em ataques pessoais e afirmou que o crescimento político deve ocorrer por meio da atuação parlamentar.
“Não vou virar sparring para que ele cresça. Para crescer, tem que mostrar trabalho nesta Casa, conhecimento, conhecer e saber o que faz”, disparou.
O parlamentar ainda defendeu que divergências políticas não ultrapassem os limites do respeito entre os vereadores.
“Respeito para ser respeitado. Perdi a eleição passada e nunca virei a cara para ninguém”, afirmou.

















