Um dos investigados pela morte do policial penal José Arlindo da Cunha, de 55 anos, negou qualquer participação no crime ao deixar a unidade prisional após a deflagração da Operação Contragolpe. Questionado por jornalistas, Mikael Luan Rodrigues Figueiredo, de 29 anos, afirmou não ter envolvimento no homicídio. Valdeir Rodrigues Bandeira, de 35 anos, permaneceu em silencio ao deixar a delegacia.
Ao ser perguntado sobre sua participação no caso, o investigado respondeu: “Nenhuma”. Indagado se teria participado da briga que antecedeu o crime, voltou a negar. “Não. Não”, disse. Sobre o que teria ocorrido, limitou-se a afirmar que estaria “no lugar errado, na hora errada”, e declarou que não conhecia a vítima nem residia na região dos fatos.
A Operação Contragolpe foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (17) pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e resultou na identificação de três investigados pelo assassinato do policial penal. Além de Mikael, são alvos Valdeir Rodrigues Bandeira, de 35 anos, e Jefferson da Silva Campos, de 25 anos.
Valdeir e Mikael tiveram os mandados de prisão temporária cumpridos em Várzea Grande. Jefferson, que não foi localizado inicialmente, acabou preso na zona rural de Porto Velho (RO), em ação conjunta com a Polícia Militar de Rondônia.
Segundo as investigações, o crime ocorreu no fim de novembro, após um desentendimento durante uma confraternização. Horas depois, um grupo foi até a residência do policial penal, chamou a vítima no portão e passou a agredi-la com violência, além de efetuar disparos de arma de fogo. José Arlindo morreu ainda no local.
Durante a ação, Rivaldo Caetano da Silva, que participava das agressões, foi atingido por um disparo feito pela própria vítima, em legítima defesa. Ele chegou a ser socorrido ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, mas não resistiu.
Após o homicídio, a arma do policial penal foi levada pelos autores e localizada no dia seguinte em uma área de mata no bairro Santa Izabel. De acordo com a Polícia Civil, os três investigados participaram diretamente das agressões que resultaram na morte do agente.
A Politec realizou os trabalhos de perícia. O corpo foi encaminhado ao IML.



















