CUIABÁ
05 de dezembro de 2021 - 18:41

Secretário de Saúde terá que prestar contas a AL sobre a contratação de mil profissionais sem concurso

O edital ainda está em andamento e prevê como critério de escolha a análise curricular dos interessados
Gilberto

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), confirmou a convocação do secretário de saúde, Gilberto Figueiredo, pela Assembleia. O gestor terá de explicar porque o edital de contratação de mil profissionais para atuar na área administrativa dos hospitais Regional de Rondonópolis e Metropolitano, de Várzea Grande, não prevê concurso público.

O chamamento público foi feito no dia 15 de novembro com prazo de inscrição de apenas 6 dias, tempo considerado ínfimo pelos parlamentares. Além disso, estabelece como critério de escolha dos profissionais apenas a análise de curricular.

“Existe uma insatisfação grande por parte dos parlamentares na condução de várias ações da saúde. Há uma série de questionamentos e dúvidas quanto a essas contratações e, também, sobre algumas licitações. Os deputados falaram até em abertura de processo investigativo na Casa, mas antes abrir qualquer processo, acho mais certo convocar o secretário para que ele possa esclarecer todos estes pontos”, disse o presidente.

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) chegou a falar em favorecimento político. Segundo a parlamentar, “as contratações seriam uma espécie de apadrinhamento político”.

“Mil pessoas é muita gente. É a população da menor cidade do estado, Araguainha. A forma de contratação é análise de currículo. Isso é muito subjetivo. […] Existe uma denúncia forte correndo nos corredores de que existe um apadrinhamento de servidores. Então vou pegar os servidores que estão no Regional e no Metropolitano mando embora e vejo quem é ligado a mim e contrato! São cargos na sua maioria administrativos, não estamos falando de salários baixos. […] Não dá para gente tolerar este tipo de coisa nestes novos tempos”, alertou a parlamentar.

“Depois da pandemia vai mandar embora mil pessoas que contribuíram nos hospitais pra chamar os amigos, apadrinhados? Isso tá errado”, exclamou.

Depois de toda a polêmica, a Secretaria de Saúde decidiu prorrogar o prazo de inscrição, mas manteve o critério de escolha dos profissionais, o que também irritou a parlamentar.

“Prorrogaram o  edital por sete ou 10 dias. Mas ainda assim, permanece como critério de contratação a análise de currículo. Na análise de currículo coloco quem eu quiser. Isso não pode acontecer, principalmente na área da saúde”, completou.

Ainda não há data ara a oitiva do secretário. Segundo o presidente da Assembleia, depende de um acordo de agendas.

“Mas deve ocorrer o mais rápido possível, até para evitar que os deputados decidam pela abertura de um processo investigativo (CPI)”, disse Max Russi.

 

 

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