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Professora acionou botão do pânico duas vezes antes de ser morta pelo ex; filhas denunciam falha

“Ela pediu socorro para mim, para os vizinhos e pediu ajuda para todo mundo, mas ninguém fez nada”, disse

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As filhas da professora Luciene Naves, de 51 anos, afirmaram que a vítima acionou o botão do pânico pelo menos duas vezes antes de ser assassinada pelo ex-marido, Paulo Bispo, de 63 anos, e que nenhuma medida eficaz teria sido adotada para impedir o crime.

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito invadiu a residência após desligar a energia elétrica do imóvel, pulando o muro e aguardando a vítima no portão. A professora foi atingida por dois disparos no tórax e morreu ainda no local, na última segunda-feira (16).

Em entrevista, uma das filhas relatou que a família confiou no sistema de proteção disponibilizado às vítimas de violência doméstica. “Nós confiamos no botão do pânico, que foi acionado duas vezes, mas nada foi feito”, afirmou.

A outra filha também destacou que a mãe vinha sofrendo ameaças constantes do ex-companheiro. “Ela pediu socorro para mim, para os vizinhos e pediu ajuda para todo mundo, mas ninguém fez nada”, disse.

De acordo com o relato, o conflito entre o casal não estava relacionado a bens materiais, mas sim à insistência do suspeito em manter proximidade com a vítima, mesmo após o fim do relacionamento.

“Ela pediu socorro para mim, para os vizinhos e pediu ajuda para todo mundo. Todo mundo tentou ajudar como pôde”, afirmou uma das filhas.

Ainda conforme o depoimento, o homem teria sido retirado anteriormente da residência pela polícia, mas não permaneceu detido após alegar problemas de saúde.

“Por diversas vezes ele foi na minha casa e falou na minha cara que ele ia matar ela. A morte da minha mãe não começou no tiro que ela tomou. Começou quando ela pediu para que ele não chegasse mais perto dela e ninguém fez nada”, declarou.

Após o crime, o homem ainda teria tentado localizar as duas filhas da vítima. Uma delas, que está grávida, conseguiu se trancar em um dos cômodos da casa. Ao deixar o imóvel, o suspeito foi perseguido por moradores da região e por um policial à paisana, que efetuou disparos contra ele.

Familiares informaram ainda que a vítima possuía medida protetiva contra o suspeito e tinha compromissos agendados na Defensoria Pública nesta semana, além de audiência de conciliação prevista para o próximo dia 23.

A Politec realizou os trabalhos de perícia. O corpo foi encaminhado ao IML.

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