O prefeito de Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá), Osmar Froner (União), disse que o deslizamento de terra registrado na Rodovia Emanuel Pinheiro, na MT-251, em um dos trechos do Portão do Inferno, demonstra preocupação. Em entrevista ao Esportes e Notícias, o gestor ainda explicou que a prefeitura pode requerer ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que ceda o espaço para que o governo do Estado assuma o local para realizar obras de reparação e de reestrutura.
“Na quarta-feira (22), fizemos uma limpeza lá, porque realmente começa a ter essa preocupação. Desde 2022, quando houve o rompimento das barreiras em Minas Gerais, nós imediatamente sugerimos ao secretário de Infraestrutura uma avaliação daquele ponto, na MT-251, toda a Defesa Civil, Sema (Secretaria de Meio Ambiente), secretário de Infraestrutura, Corpo de Bombeiro estiveram lá, avaliou todo aquele paredão, tem monitorado aquilo, mas nos causa preocupação”, disse o prefeito à reportagem.
Em novembro, a Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat) realizou, a pedido da Defesa Civil, estudo sobre os riscos geológicos no sítio do Portão do Inferno. As equipes identificaram diversos processos erosivos, como fraturas e diáclases verticais nos paredões às margens da rodovia, durante o período de estudo, em 2022.
“O que nós queremos é com essa fragilidade do Portão do Inferno é que o Ibama tem um olhar diferente desse trecho que tem travessia no Parque Nacional no sentido de autorizar o governo a desenvolver um projeto de passagem seguro, ambientalmente equilibrado e que possa dar a passagem à população que tem traves”, explicou Froner.
O gestor ainda acrescentou que a implantação de grades para evitar perigo aos visitantes e turistas não é a melhor saída para a problemática.
“O peso das rochas é muito intenso. No momento que nós avaliamos lá, alguns profissionais até da Sema, do Corpo de Bombeiro, pensavam de fazer um estudo de explosão de alguns blocos daquele. Com um cálculo técnico, onde uma equipe qualificada pudesse estar calculando tudo isso, fecharia-se o trânsito e daria um estouro, uma bomba sem prejudicar o viaduto que ali está. Eu acho que proteção com telas, o peso é muito grande dos blocos se romper. Então a gente não vai ter nenhuma segurança”, detalhou.

Deslizamento de terra em trecho do Portão do Inferno
















