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“População já sente as mudanças climáticas”, diz secretária estadual de Meio Ambiente

O fogo no bioma, que começou no final de outubro e ainda não foi totalmente controlado, aconteceu em um período atípico, quando normalmente se espera chuvas.
Marcos Vergueiro/Secom-MT

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As mudanças climáticas que afetam o planeta não são mais uma utopia científica, mas uma realidade que a população já está sofrendo. Essa é a opinião da secretária de Estado Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, que atribuiu parte da culpa pelo incêndio no Pantanal mato-grossense às alterações climáticas.

O fogo no bioma, que começou no final de outubro e ainda não foi totalmente controlado, aconteceu em um período atípico, quando normalmente se espera chuvas. “Nós precisamos compreender que as mudanças climáticas não estão mais no imaginário, não é algo utópico, e que se fala só na comunidade científica. A população já está sentindo esses eventos críticos e as mudanças climáticas já ocorreram”, disse Lazzaretti.

Ela comparou a situação atual com a de 2020, quando o Pantanal foi devastado pelas chamas, destruindo mais de 40 mil km² do bioma e matando quase 17 mil animais vertebrados. “Tanto é que no mês de novembro nunca, em todos os anos em que monitoramos a situação climática no país, chegou nesse ponto [o fogo] no Pantanal”, afirmou.

Lazzaretti disse que o Estado se preparou melhor para enfrentar os incêndios este ano, contando com uma estrutura de combate e controle que não existia em 2020. “Hoje nós temos estrutura para fazer combate, o que não aconteceu em 2020, que foi atípico. Os números de 2020 não se comparam a 2023. Naquele ano, tivemos 47% do Pantanal atingido pelo fogo e hoje estamos falando de 11%”, disse.

No entanto, ela reconheceu que isso não é suficiente, e que é preciso discutir formas de se adaptar e mitigar as condições climáticas que favorecem as queimadas no bioma. “O planejamento tem que ser muito mais que uma ação de controle, preventiva, e combate aos incêndios florestais. Teremos que discutir de forma concreta qual o planejamento para adaptação e mitigação climática”, disse.

Ela acrescentou que o objetivo não é apenas evitar os incêndios nos períodos críticos, mas também preservar o meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas. “Não é só combate e controle aos incêndios nos períodos críticos, que é o que nós estamos acostumados a fazer”, completou.

Segundo o Corpo de Bombeiros, após fortes chuvas, foram detectados focos de calor apenas na região da Transpantaneira, em Poconé, e no Rio Paraguai, em Cáceres. Cerca de 120 militares e agentes da Defesa Civil Estadual continuam na região para combater os pontos de incêndios ativos, monitorar e fazer o rescaldo em locais pontuais.

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