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Policial civil é preso após espancar idoso e agredir mulher em elevador de condomínio

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O investigador aposentado da Polícia Civil Luciano Testa, de 56 anos, foi preso preventivamente por suspeita de agredir um casal de idosos dentro do elevador de um condomínio localizado no bairro Cidade Alta, em Cuiabá. A prisão foi cumprida no último sábado (28) e divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (30).

A ordem judicial foi expedida pela 14ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá após representação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que apontou riscos à integridade das vítimas e possibilidade de o investigado interferir na apuração do caso.

As agressões ocorreram no dia 11 de junho e foram registradas pelas câmeras de segurança do condomínio. As imagens mostram Luciano desferindo diversos socos contra um morador, de 62 anos. Mesmo após a vítima cair no chão, as agressões continuaram. A esposa do idoso, de 59 anos, tentou intervir e também teria sido agredida, além de relatar ter sido vítima de importunação sexual.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito apura os crimes de lesão corporal, injúria e importunação sexual. As circunstâncias que motivaram a violência ainda são investigadas.

Na manifestação encaminhada à Justiça, o Ministério Público destacou que o suspeito deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi encontrado em duas tentativas de intimação, fatores considerados indicativos de risco de fuga.

O órgão também ressaltou que Luciano Testa é policial civil aposentado, possui treinamento especializado e facilidade de acesso a armamentos, além de manter uma rede de contatos que poderia influenciar vítimas, testemunhas ou a produção de provas.

Outro ponto considerado pelo MPMT foi o fato de investigado e vítimas residirem no mesmo condomínio, compartilhando áreas comuns, como elevadores, garagem e hall de entrada, o que aumentaria o risco de novos episódios de violência.

Ao decretar a prisão preventiva, o juiz João Bosco Soares da Silva entendeu que as medidas cautelares anteriormente impostas eram insuficientes para garantir a segurança das vítimas diante da gravidade das agressões e do histórico de conflitos entre as partes.

Após ser preso, Luciano Testa foi encaminhado para audiência de custódia e permanece à disposição da Justiça.

Em nota, a Polícia Civil informou que o investigado não integra mais o quadro de servidores efetivos da instituição.

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