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Polícia faz buscas em mansão em Windsor após prisão de Andrew

Operação ocorre um dia depois da detenção do irmão do rei Charles III por suspeita de má conduta; ele foi liberado sob investigação
Ex-príncipe Andrew | Wikimedia Commons

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A polícia britânica realizou buscas nesta sexta-feira (20) no Palácio de Windsor, onde o ex-príncipe  Andrew Mountbatten-Windsor morou até o ano passado, um dia depois de ele ter sido preso sob suspeita de má conduta em cargo público. O irmão do rei Charles III foi libertado após mais de 10 horas de detenção e não foi formalmente acusado.

A ação ocorre após a divulgação de e-mails que indicam que Andrew teria enviado relatórios oficiais ao financista Jeffrey Epstein quando atuava como representante comercial do governo britânico. As investigações seguem abertas em dois endereços ligados ao ex-príncipe.

Segundo a Reuters, a polícia do Vale do Tâmisa concluiu na quinta-feira (19) as buscas na residência atual de Andrew, em Norfolk. Já as buscas em Windsor, a oeste de Londres, continuam. A corporação informou que não fará novas declarações nem concederá entrevistas enquanto o inquérito estiver em curso.

Andrew, de 66 anos, foi detido na quinta-feira (19), data de seu aniversário, sob suspeita de má conduta em cargo público, crime que, no Reino Unido, pode ser julgado em Tribunal da Coroa e prevê pena máxima de prisão perpétua. Ele foi liberado “sob investigação”, o que significa que permanece formalmente investigado, mas sem acusação apresentada.

Ele nega qualquer irregularidade.

Resposta oficial do rei

O rei Charles III afirmou ter recebido a notícia da prisão “com profunda preocupação” e declarou que “a lei deve seguir seu curso”.

“O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada de forma apropriada e pelas autoridades competentes”, afirmou o monarca em comunicado divulgado à imprensa britânica.

No ano passado, Andrew deixou a residência que ocupava em Windsor após perder funções oficiais e títulos militares.

Quem é Andrew Mountbatten-Windsor

Ex-príncipe Andrew | Reprodução | Wikimedia Commons

Andrew Mountbatten-Windsor é o irmão mais novo do rei Charles III e oitavo na linha de sucessão ao trono britânico. Ex-oficial da Marinha Real, exerceu por anos a função de representante especial do governo para Comércio e Investimento.

Sua trajetória pública foi marcada pela proximidade com o financista americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019. Documentos divulgados nos Estados Unidos indicaram que Andrew manteve contato com Epstein após a condenação do empresário, em 2008.

Em 2019, Andrew concedeu entrevista à BBC para negar irregularidades. A repercussão levou ao afastamento das funções públicas. Em outubro do ano passado, perdeu formalmente o tratamento de “Sua Alteza Real” em atividades oficiais.

As investigações atuais se concentram em supostos envios de relatórios governamentais confidenciais a Epstein, datados de 2010. A polícia não informou prazo para conclusão das buscas nem para eventual decisão sobre apresentação de denúncia.

Caso Epstein

Jeffrey Epstein foi um financista americano investigado por tráfico e abuso sexual de menores. Em 2008, se declarou culpado por aliciamento de uma adolescente de 14 anos e cumpriu 13 meses de prisão. Em 2019, foi novamente preso por acusações federais e morreu aos 66 anos, em uma cela em Nova York. A autópsia oficial concluiu enforcamento.

Virginia Giuffre ao lado do então príncipe Andrew, com Ghislaine Maxwell ao fundo, em imagem registrada em 2001 | Divulgação/Florida Southern District Court

O caso reapareceu no noticiário após a entrada em vigor da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada nos Estados Unidos em novembro de 2025. A  norma obrigou o Departamento de Justiça e o FBI a divulgar registros não classificados relacionados ao financista.

Desde dezembro,  milhões de páginas foram tornadas públicas. O material inclui e-mails, fotos, vídeos e comunicações internas que não necessariamente resultaram em acusações formais. O Departamento de Justiça informou que a legislação não permite selecionar documentos com base em credibilidade, apenas aplicar cortes para proteger vítimas e investigações em curso.

Diversas figuras públicas aparecem citadas nos arquivos. A simples menção nos registros não configura acusação nem comprovação de crime. Todos os citados negaram irregularidades.

No caso de Andrew Mountbatten-Windsor, há referência a trocas de mensagens datadas de 2010, dois anos após a primeira condenação de Epstein. Andrew nega qualquer envolvimento ilícito.

Fonte: IG

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