A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), utilizou a tribuna nesta terça-feira (9) para defender o deputado estadual Faissal Calil (PL), citado pela Polícia Federal nas investigações da Operação Gemini, que apura um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais. A vereadora declarou confiar na inocência do parlamentar e afirmou que ele pode estar sendo alvo de perseguição política em meio ao período pré-eleitoral.
Durante o pronunciamento, Paula ressaltou que acredita no trabalho das instituições e que os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo da investigação. Segundo ela, o momento político favorece o surgimento de situações que podem atingir parlamentares que buscam a renovação de seus mandatos.
“Eu tenho a certeza e confio nas instituições que tudo será esclarecido. Nós estamos num período de pré-campanha, aonde os deputados estão buscando sua reeleição e situações como essa, perseguições políticas como essas podem sim acontecer, todo político está suscetível. Mas eu confio com muita tranquilidade também que tudo será esclarecido na inocência do deputado Faissal”, manifestou a presidente.
A parlamentar também destacou que sua posição não se limita ao vínculo familiar, mas ao acompanhamento da trajetória política do irmão desde o início de sua atuação pública, quando exerceu mandato de vereador em Cuiabá.
“A gente recebe essa operação que aconteceu ontem com muita tranquilidade porque eu tenho convicção que tudo isso será esclarecido”, ressaltou Paula.
Além da manifestação da presidente da Câmara, Faissal recebeu apoio do presidente estadual do PL, Ananias Filho, que afirmou confiar na inocência do deputado e defendeu o direito de ele apresentar sua versão dos fatos durante o andamento das investigações.
Operação Gemini
O nome de Faissal Calil passou a integrar as apurações relacionadas à venda de sentenças após ser mencionado em mensagens encontradas no celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. O deputado atuou anteriormente como assessor do desembargador Dirceu dos Santos, magistrado afastado das funções sob suspeita de liderar o esquema investigado.
As informações extraídas do aparelho de Zampieri deram origem à Operação Sisamnes. Já a Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (8), é considerada um desdobramento das investigações iniciadas anteriormente.
Conforme dados citados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o desembargador Dirceu dos Santos teria movimentado aproximadamente R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos. As investigações apontam que mensagens encontradas no celular de Zampieri indicariam suposto enriquecimento relacionado à negociação de decisões judiciais. O caso segue sob apuração das autoridades competentes.


















