O uso das tecnologias na educação infantil

Lindsay Windsor

Por: Lindsay Windsor

A evolução é inerente ao homem, vivemos esse processo constantemente em todas as áreas, a área da educação é singular. Vemos a todo momento surgirem discussões das mais variadas correntes do pensamento, sobre a necessidade urgente de mudanças metodológicas que sejam capazes de utilizar as novas ferramentas, ampliando os conteúdos disponíveis e melhorar o nível de aprendizado com uma linguagem atual. O fato é que o acesso a internet através dos aparelhos móveis, mudaram as relações sociais, econômicas e até afetivas, apesar das resistências (compreensíveis diante de um paradigma), já existe uma convergência nesse sentido por parte dos docentes. A grande questão é a profundidade e velocidade que devemos implementá-las. Como pedagoga dedicada a educação infantil, entendo que primeiro devemos separar os níveis: Infantil, Pré-escola, fundamental e Médio, quanto a profundidade dessa inserção tecnológica.

Atemos à educação infantil. Sabemos que as mães não contam mais istórias para as crianças dormirem, colocam um vídeo. Que muitos bebês antes de dominarem a fala já dominam o tablet. As crianças já vêm para creche e/ou escola com uma “carga” de exposição (algumas vezes excessivas) a tecnologia. A primeira infância é um momento de descoberta, do tato, da língua, da coordenação motora, etc…

Penso que a nós, educadores infantis, cabe possibilitar que as crianças percebam através de experiências lúdicas que o mundo não está pronto e resolvido como num vídeo, e que elas não são meros expectadores. Com um papel e giz de cera ela descobre que pode criar inúmeras leituras do seu meio ou de suas fantasias. Através do uso bem aplicado do lúdico podemos despertar essa compreensão (mesmo que inconscientemente), que todos somos parte e influenciadores do meio. As crianças entendem rapidamente (quando lhes é proporcionado o Direito a Aprendizagem) que podem exercer suas próprias preferências, potencializando seu Campo de Experiências e desenvolvendo sua personalidade. Papel e giz de cera são grandes instrumentos nessa fase e não podem ser relegados a meros coadjuvantes ou como ferramentas ultrapassadas. há de se aumentar os espaços lúdicos, como: cantinho da leitura, cantinho da fantasia (teatro), cantinho da beleza, espaço da dança, espaço da música etc…, o efeito de um instrumento musical para criança(por mais simples que seja) do ponto de vista de sua sensibilidade é indubitavelmente mais intenso que ouvir uma música, como vestir uma roupa de super herói ou princesa também . Utilizarmos filmes e vídeos (educativos ou não) é interessante em determinados momentos, mas não podemos transformar as crianças em plateias adestradas, esse ponto de equilíbrio se faz necessário. A primeira infância é o momento de possibilitar que aflore nas crianças a criatividade, habilidades e competências que tanto lhes serão úteis em seu futuro.

 

Professora especialista em educação infantil Lindsay Windsor Rodrigues Ferreira.

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