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MPMT oferece denúncia contra vereador e mais três por roubo e abate de gado em uma fazenda

Os quatro homens foram detidos por funcionários de uma fazenda na região de Primavera do Leste quanto abatiam cabeças de gado no pasto
Reprodução

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O vereador por General Carneiro e empresário no ramo de supermercados Magnun Vinnícius Rodrigues Alves de Araújo, suspeito de integrar uma quadrilha que roubava e abatia gado, foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por roubo majorado. O promotor de Justiça Carlos Eduardo Pacianotto também denunciou Marciano Correia Pereira, Joane dos Santos Marques e Uedes Pereira, que foram presos pela Polícia Militar juntamente com Magnun na madrugada do dia 11 de setembro em uma fazenda na região de Primavera do Leste (234 km de Cuiabá), onde foram detidos por funcionários após serem flagrados carneando o gado no pasto.

Durante o roubo a fazenda os policiais encontraram com os suspeitos uma carabina marca Rossi, além de 4 munições, 2 calibre .38 e 2 calibre .22. Na denúncia, o MPMT solicitou à Polícia Civil a apuração de receptação da carabina. O responsável pela investigação na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Primavera do Leste é o delegado Rodolpho Bandeira. Também foram apreendidos com os homens R$ 4.667,00 em espécie, 43 talões de cheque e 3 armas brancas tipo faca de açougue.

Magnun foi preso na madrugada do dia 11 de setembro, um domingo, juntamente com ou outros três homens, ao tentarem roubar gado na fazenda Santa Izabel, às margens da MT-130. Surpreendidos quando estavam abatendo gado, o vereador, que também é empresário (dono da rede de mercados MR), se envolveu em uma luta corporal com um funcionário e foi atingido com uma coronhada na cabeça, o que causou traumatismo craniano.

De acordo com a polícia, funcionários da fazenda Santa Izabel ouviram barulho de tiro e quando foram investigar se depararam com o grupo abatendo e carneando o gado. Surpreendidos, os quatro homens entraram numa caminhonete Amarok dirigia por Magnun, que, na tentativa de fuga, jogou o veículo para cima de um funcionário. Este, por sua vez, atirou nos pneus da caminhonete. Na sequência, Magnum entrou em luta corporal com o trabalhador e foi atingido com uma coronhada no olho, sofrendo um traumatismo craniano. Os quatro homens então foram amarrados pelos funcionários, que acionaram a Polícia Militar.

A defesa de Magnun entrou com um pedido na Justiça para que a prisão preventiva fosse revogada, já que o vereador e os outros homens teriam sido submetidos a sessões de espancamento. “Veja Nobre julgador que os acusados passaram por verdadeiro terror, foram horas sob a mira de arma de fogo e espancamentos, segundo consta os acusados foram detidos por volta das 22:00 horas e a guarnição da Polícia Militar somente foi acionada por volta das 05:21 da manhã, tudo isso confirmando pelo Boletim de ocorrência, o terror suportado pelos acusados”.

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No pedido, o advogado de Magnun ressaltou que seu cliente foi encaminhado ao Hospital Regional de Rondonópolis, com fratura no maxilar, traumatismo craniano e hemorragia cerebral. Após passar por cirurgia, Magnun continua internado no hospital. No último dia 14, o Ministério Público se manifestou pela manutenção da prisão preventiva. “Desde o momento da decretação da segregação cautelar pelo juízo até o presente momento, não houve nenhuma mudança apta a justificar a substituição por medidas cautelares diversas da prisão ou mesmo o deferimento de liberdade provisória e prisão domiciliar”, justificou o órgão ministerial.

Câmara de General Carneiro

Na sessão do dia 16 de setembro, a Câmara Municipal de General Carneiro aprovou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a quebra de decoro parlamentar do vereador Magnun Rodrigues, que integra os quadros do PSB. Oito vereadores votaram favoráveis a abertura da investigação. Assim que for definido o presidente, relator e membro, a CPI terá um prazo de 90 dias para apurar a denúncia e apresentar uma conclusão, que pode ser pedido de cassação de mandato ou arquivamento do caso.

Gado abatido na fazenda pelo grupo. Foto: Polícia Civil/Divulgação

 

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