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MP exige explicações da UFMT sobre lista misógina; um aluno já foi afastado

A investigação foca em mensagens trocadas via aplicativo, onde estudantes de Direito e de outros cursos planejavam a violência sexual contra as alunas.

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apertou o cerco contra os envolvidos na criação de uma lista que ranqueava calouras como “estupráveis” na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A promotora Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica contra a Mulher, deu um prazo de cinco dias para que a instituição apresente todas as provas e documentos coletados até o momento.

A investigação foca em mensagens trocadas via aplicativo, onde estudantes de Direito e de outros cursos planejavam a violência sexual contra as alunas. Além do envio das conversas, o MP exige que a universidade detalhe quais providências institucionais estão sendo adotadas para punir os responsáveis e proteger as vítimas.

Pressionada pela comunidade acadêmica e após a repercussão negativa, a direção da Faculdade de Direito recuou de sua decisão inicial e confirmou o afastamento preventivo de um dos estudantes identificados como líderes do grupo.

A UFMT, que anteriormente havia sinalizado que não haveria suspensões imediatas, agora conduz um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) sob forte vigilância externa.

A OAB-MT também entrou no caso, emitindo nota de repúdio e cobrando celeridade na responsabilização dos envolvidos. Para o Ministério Público, o caso não é apenas uma “brincadeira de mau gosto”, mas uma evidência de misoginia que configura crimes de violência psicológica e incitação ao crime sexual.

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