Com o tabuleiro político em constante rearranjo, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), passou a ser cortejada sem cerimônia pelo campo progressista logo após a vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa, trocar o Novo pelo MDB. Coincidência ou efeito dominó, o fato é que Moretti — eleita sob o guarda-chuva do bolsonarismo — começou a receber afagos de quem, até pouco tempo atrás, ocupava o outro lado do balcão ideológico.
Na segunda-feira (2), durante o lançamento da obra da maternidade do município, bancada com R$ 100 milhões do governo Lula, a prefeita ouviu, sem constrangimento, convites públicos para migrar ao PSD ou ao PT, feitos pelo deputado Wilson Santos e pela ex-deputada federal Rosa Neide. Com maquinário federal, emendas generosas e projetos institucionais em execução, a gestora caiu na graça da esquerda mato-grossense. Resta saber se será apenas um flerte institucional ou mais uma baixa confirmada no campo conservador.





















