Ministério Público recusa delações de policiais envolvidos na “grampolândia pantaneira”

Os acordos foram propostos pelos coronéis, Zaqueu Barbosa, ex-comandante geral da Polícia Militar, e Evandro Lesco, além do cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior.
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Por Esportes & Notícias

As delações premiadas de três integrantes da Polícia Militar, investigados no esquema conhecido como “grampolândia pantaneira”, que operava o grampeamento telefônico ilegal de políticos, empresários, jornalistas dentre outros, foram rejeitadas pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público Estadual (MPE). Os acordos foram propostos pelos coronéis, Zaqueu Barbosa, ex-comandante geral da Polícia Militar, e Evandro Lesco, além do cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), Leonardo Campos, foi quem fez a declaração durante entrevista ao vivo na Rádio Capital FM na manhã desta quinta-feira (10). Leonardo revelou a tentativa de acordo, e também reafirmou a legitimidade da instituição em acompanhar de perto e cobrar celeridade nas investigações, principalmente no tocante às questões que também respingam em alguns membros do Ministério Público.

Leonardo Campos também ressaltou que o MPMT tem demorado muito para solucionar o caso da grampolândia.

“Especificamente no caso da grampolândia pantaneira tem deixado a desejar. E o MPMT precisa vir a público, principalmente o coordenador do Naco, Dr. Domingos Sávio Barros, precisa esclarecer por que eles querem investigar intramuros? Por que eles não querem que a sociedade acompanhe as investigações?”, indagou.

O outro lado

Por telefone na rádio, o procurador Domingos Sávio disse em entrevista que não poderia entrar em detalhes sobre a rejeição às propostas de delações dos três militares por conta do sigilo que qualquer delação requer. No entanto, afirmou os militares não teriam levado fatos novos às investigações.

Grampolândia Pantaneira

O esquema chamado de “Grampolândia Pantaneira” veio à tona em uma reportagem exibida pelo Fantástico da Rede Globo em maio de 2017. A denúncia tinha a base numa denúncia do promotor de Justiça, Mauro Zaque de Jesus, que ocupou o cargo de secretário estadual de Segurança Pública na gestão de Pedro Taques (PSDB). 

O promotor de Justiça, ao descobrir o esquema de interceptações telefônicas clandestinas  na modalidade “barriga de aluguel” operado por policiais militares ele comunicou Pedro Taques ainda em 2015, mas segundo ele, o gestor não fez nada para investigar. Em 2017 ele denunciou o caso na imprensa. 

Devido ao esquema das interceptações telefônicas clandestinas, Pedro Taques, ainda na condição de governador, passou a ser investigado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com sua derrota nas eleições de outubro e término do mandato,  investigação foi remetida ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso em meados de março deste ano. 

Na Justiça de Mato Grosso tramita uma ação criminal na Vara Militar de Cuiabá contra cinco policiais que foram presos nos desdobramentos das investigações, incluindo o coronel Zaqueu Barbosa, ex-comandante geral da Polícia Militar.

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