A vereadora Michelly Alencar afirmou que aguarda uma liberação sem qualquer ressalva do União Brasil para viabilizar sua pré-candidatura a deputada estadual nas eleições de outubro. Em declarações à imprensa nesta terça-feira (3), a parlamentar disse já ter formalizado o pedido de desfiliação e destacou que outros partidos têm autorizado a saída de filiados em situação semelhante, o que eleva a expectativa de que o União adote o mesmo critério.
O principal argumento, segundo Michelly, é a falta de espaço interno para uma disputa em condições equilibradas. Ela observa que a legenda já abriga deputados estaduais com mandatos consolidados, como Eduardo Botelho, Júlio Campos, Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende, o que, na avaliação da vereadora, inviabilizaria uma candidatura competitiva. Em sua primeira tentativa ao cargo, Michelly afirmou não aceitar integrar chapa apenas para cumprir cota de gênero e reforçou que seu projeto é eleitoralmente viável.
A parlamentar evitou falar em boicote e classificou o momento como um processo de diálogo, mas admitiu que, caso a liberação seja negada, irá avaliar medidas na Justiça Eleitoral, incluindo eventual recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Michelly confirmou ainda conversas mais avançadas com o partido Novo e reiterou a intenção de permanecer no campo da direita. “Se não houver liberação, vou reavaliar os próximos passos”, disse.
Na segunda-feira (2), o governador Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil, afirmou que aguarda uma orientação da executiva nacional para padronizar os pedidos de desfiliação em todo o país, evitando decisões isoladas nos estados. A definição, segundo ele, será determinante para o futuro político de filiados que buscam novos caminhos na disputa de 2026.


















