Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mendes dá aceno positivo para estudo de hidrovia em MT 60% até mais econômica que rodovia

A informação foi confirmada pelo capitão dos Portos da Marinha em Mato Grosso, Henrique de Sá, na manhã desta segunda-feira (17)
Capitão dos Portos da Marinha em Mato Grosso, Henrique de Sá

publicidade

O governador Mauro Mendes (União Brasil) deu aceno positivo para o início de estudos sobre o desenvolvimento do modal hidroviário em Mato Grosso, que deve impulsionar o escoamento da produção a um custo até 60% mais barato do que o do sistema rodoviário.

A informação foi confirmada pelo capitão dos Portos da Marinha em Mato Grosso, Henrique de Sá, na manhã desta segunda-feira (17). O comandante teve uma agenda com o governador, secretários de Estado e senadores. A reunião definiu a necessidade de início dos estudos sobre o modal, cujos relatórios devem ficar prontos em até dois anos.

Segundo o capitão, a proposta inicial apresentada ao governador destacou o potencial de criação de uma rota que ligue os rios Arinos e Juruena até o porto de Miritituba, no Pará. A conexão poderia facilitar a cadeia de escoamento de Mato Grosso até mercados internacionais como Estados Unidos, Europa e Ásia.

“O transporte é mão dupla, ele pode levar e trazer produtos. Então, a gente vislumbrou potencial partindo do município de São José do Rio Claro seguindo os municípios que margeiam o Rio Arinos, passando por Nova Maringá, Tapurah, Porto dos Gaúchos, Juara, desaguando no Juruena. E, daí, seguindo até o estado do Pará, onde ele chega no porto do Pará chamado Miritituba, que é um porto muito importante para o estado”, disse.

“Dali, ele se conecta aos portos que fazem o comércio marítimo. Então, na verdade, é uma saída para o mar pelo Norte que é mais econômica e vantajosa. Já saindo ali da autora de Vila do Conde, que fica próxima a Belém. E daí já fica próxima de mercados do Norte como Estados Unidos, Europa e Ásia”, acrescentou.

Dados iniciais destacados pelo capitão apontam que o sistema hidroviário é até 60% mais barato do que o rodoviário, sobretudo por conta da possibilidade de desafogar as BRs, registrar menos acidentes e possibilitar a execução de obras mais facilmente.

“Ele [o governador] ficou bem animado e concordou com a necessidade de fazermos os estudos. Então, agora vamos começar os estudos de batimetria para dar os dados junto com os dados que o estado já vem coletando ao longo do tempo”, afirmou o capitão.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade