O governador Mauro Mendes (União Brasil) fez duras críticas a gestões anteriores ao afirmar que Mato Grosso viveu um período em que “parou e travou” após o fim do governo Silval Barbosa. As declarações foram feitas durante discurso na Expedição ao Araguaia, agenda em que o governador percorre municípios da região ao lado do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para anunciar obras, convênios e entregas.
Sem citar nominalmente o ex-governador Pedro Taques (PSB), Mendes atribuiu a paralisação do estado à inexperiência administrativa de quem assumiu o comando após o ciclo Silval. O governador usou como exemplo o Hospital Regional de Porto Alegre do Norte, prometido em gestões anteriores, mas que nunca saiu do papel.
Segundo Mendes, ao longo de quase uma década, projetos foram anunciados na região sem que houvesse execução efetiva. Ele lembrou que, em mais de uma ocasião, autoridades estiveram em Porto Alegre do Norte para lançar a obra do hospital, com eventos públicos e anúncios oficiais, mas nenhuma construção foi iniciada.
O governador usou esse histórico para sustentar a narrativa de que sua gestão adota um modelo distinto, priorizando a execução das obras em vez de anúncios simbólicos. A fala foi incorporada ao discurso de entregas e convênios apresentados durante a Expedição ao Araguaia, estratégia que tem reforçado a presença do governo estadual no interior.
Mendes também resgatou o cenário político de 2010, quando disputou o governo do estado ao lado de Pivetta e acabou derrotado por Silval Barbosa. Ao relembrar aquele período, afirmou que os anos seguintes foram marcados por graves problemas administrativos e escândalos de corrupção, reconhecidos posteriormente pelo próprio ex-governador, que foi preso e firmou acordo de delação premiada.
A crítica às gestões passadas ocorre em um momento de reposicionamento político com vistas às eleições de 2026. Mauro Mendes é apontado como pré-candidato ao Senado, enquanto Pedro Taques já manifestou interesse na disputa e assumiu o controle do PSB para viabilizar seu projeto eleitoral.
O embate entre os dois tende a se intensificar. Taques tem adotado como principal linha de atuação a crítica sistemática ao atual governador, a quem considera adversário direto na corrida eleitoral e com quem mantém relação política marcada por ruptura desde 2018, quando Mauro Mendes venceu as eleições ao governo do estado.

















