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Mauro critica contrários a confisco de terras: “Se não houvesse crimes investiria em outra área”

Governador reafirmou nessa quinta sua proposta de confisco de terras como medida para zerar o desmatamento ilegal em Mato Grosso
FOTO: MAYKE TOSCANO/SECOM-MT

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Em meio a polêmicas, o governador Mauro Mendes (União) reafirmou nessa quinta-feira (27/3) sua proposta de confisco de terras como medida para zerar o desmatamento ilegal em Mato Grosso. Durante anúncio de R$ 125 milhões em investimentos para combate a incêndios florestais e desmatamento em 2025, o gestor estadual argumentou que a medida punitiva beneficiaria os 98% de proprietários rurais que atuam dentro da legalidade.

“Se não tivéssemos crimes ambientais, esse valor poderia ser investido em saúde, educação e infraestrutura para todos os cidadãos de bem”, declarou Mendes, questionando os opositores de sua proposta. O governador revelou ter discutido o assunto com diversas autoridades e produtores rurais que apoiam a ideia, demonstrando perplexidade com quem defende a continuidade das irregularidades.

A proposta enfrenta resistência na Assembleia Legislativa, onde o deputado Gilberto Cattani (PL) apresentou moção de repúdio. O parlamentar criticou o confisco como solução, argumentando que a legislação atual já prevê punições adequadas e questionando os métodos de fiscalização. “Não podemos aceitar decisões tomadas por agentes com ‘uma caderneta na mão'”, afirmou Cattani na quarta-feira (26).

Mendes preferiu não entrar no mérito das críticas específicas, defendendo que o debate deveria ocorrer em “nível mais elevado”. “Estou apresentando uma posição técnica, clara e objetiva, na dimensão do cargo que o povo me confiou”, encerrou o governador, mantendo sua defesa pela medida extrema como forma de proteger os produtores que seguem a lei e direcionar recursos públicos para áreas prioritárias.

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