CUIABÁ
05 de dezembro de 2021 - 18:56

Lúdio Cabral reafirma que orçamento de 2022 omite receita de R$ 5 bilhões

Deputado da oposição se baseia na série histórica a partir de 2019 que mostra que arrecadação tem sido maior do que o projetado na Lei Orçamentária Anual
ludio_cabral

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) rebateu nesta quarta-feira (24) o líder do governo na Assembleia, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), que disse não saber de onde Lúdio tirou os R$ 5 bilhões que deverão sobrar no orçamento de 2022, cujo projeto de lei foi aprovado ontem (23) em primeira votação. Lúdio disse que o orçamento aprovado, de R$ 26,5 bilhões para o próximo ano, subestima a real arrecadação, que deverá atingir R$ 31 bilhões.

“É só ele [Dilmar] fazer cálculo, analisar a série histórica,  em 2019, 2020 e 2021 e ele verá que já em 2021  o orçamento, que previa a arrecadação de R$ 22 bilhões, fechará com uma arrecadação de R$ 26 bilhões. Portanto, R$ 4 bilhões a mais daquilo que estava previsto na lei orçamentaria de 2021”, disse Lúdio Cabral.

De acordo com Lúdio, a proposta do Governo do Estado para o orçamento de 2022 tem o mesmo erro, pois prevê uma arrecadação de R$ 26 bilhões, que é inferior a arrecadação que acontecerá em 2021, e se sabe que será superior pela análise da série histórica, atingindo R$ 31 bilhões em 2022. Esta diferença, Lúdio diz que o governo poderá usar no próximo ano, um ano eleitoral, do jeito que quiser.

“Portanto, o governo esconde estes cinco bilhões que arrecadará para usar da forma que lhe convier, para utilizar em um ano eleitoral, da mesma forma como vem fazendo de forma sistemática  desde o primeiro de seu mandato”, disse Lúdio Cabral.

Para ele, o Governo do Estado trabalha com previsões, em 2022, desconectadas da realidade.

“Eles  trabalham com um cenário de inflação de seis por cento e a inflação já passou de dez por cento. Eles trabalham com um cenário de crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] de dois por cento e o PIB de 2021 já cresceu cinco. Então, a arrecadação será consideravelmente superior a arrecadação atual e nós chegaremos a, no mínimo, a 31 bilhões de receita em 2022. Isto tem que estar previsto no orçamento e o governo não previu isto, como tem feito de forma sistemática desde o primeiro ano de mandato”, criticou Lúdio Cabral.

“O governador tem que ser submetido ao controle que a Assembleia faz, está na Constituição, e um destes controles é votar uma lei orçamentaria sintonizada com a realidade. Ele já pede uma margem de vinte por cento pra remanejar o orçamento em 2022. Ora, esconde na lei orçamentária R$ 5 bilhões, que arrecadará no que vem. Fica esta interrogação e uma das hipóteses é esta:  ter recursos para manejar à vontade em um ano eleitoral”, concluiu Lúdio Cabral.

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